Redesign 2013 | Top Four

21 de May de 2013
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Na última semana estive no Redesign 2013, o maior evento de Design de Varejo da América Latina, acompanhando as principais tendências do retail e os grandes cases nacionais e internacionais.

Foram dois dias de muitas referências, muita coisa interessante, difícil de compartilhar em um único post. Por isso, aguarde muita novidade sendo compartilhada por aqui sobre o assunto. ;)

Para começar, vou fazer um breve panorama dos quatro principais pontos abordados e debatidos por praticamente todos os palestrantes.

1. Experiência: não se trata mais de comprar e vender, mas, sim, de gerar experiência.

Não é nenhuma novidade, afinal os donos de lojas estão enfrentando uma concorrência cada vez mais acirrada com o comércio eletrônico. Se é para ter um ponto físico, que ele vá além das compras, que gere uma experiência para o cliente. Esse foi o ponto unânime de todos os palestrantes, porém cada um trazendo um ponto relevante da experiência.

– Experiência criando contexto: existe uma diferença entre criar um espaço (space) e criar um lugar (place). Segundo David Kepron, da Retail (r) Evolution, quando você cria um lugar  você está criando um contexto para o cliente durante as compras. Para a diferença ficar clara, ele ilustra explicando “Um armário é o espaço onde eu guardo um sapato, mas a mesa de jantar é o lugar onde estão as lembranças de todos os Thanksgivings (jantar de ação de graças)”.

– Experiência se aproximando da vida do cliente: se celulares hoje são utilizados até no banheiro, por quê manter uma loja com foco em tecnologia e fria? A Oi apresentou sua loja-conceito (no Rio de Janeiro e em São Paulo) mostrando um ambiente mais próximo da sala de estar, com painéis touchscreen por toda a loja, permitindo o cliente escolher onde quer ser atendido, e com foco nos serviços que o celular+operadora podem oferecer para facilitar a vida do cliente – ao invés do antigo foco nos aparelhos.

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2. Storytelling: sell the history, then the product. Essa foi uma das frases mais repetidas. Contar histórias, criar cenários para envolver o cliente. Transformar o processo de compra em algo divertido e experimental. Mas fica um ponto de reflexão de que não adianta criar ambientes encantadores, que envolvam o cliente, contem histórias, se o processo não se converter em venda. Contar histórias sim, mas com final feliz para o cliente e para o lojista.

3. Millennials: a nova geração foi pauta de muitos palestrantes internacionais. Para eles, quem quer construir o varejo alinhado com as tendências de consumo, deve criar uma loja focada para atender essa nova geração. E principalmente, as jovens desta nova geração, pois o poder de decisão de compra delas será muito grande nos próximos anos. As dicas para atender esta geração: customização dos produtos, precificação personalizada de acordo com o poder de influência nas redes sociais (ex. Facedeals), e apostar nas impressoras 3D.

4. Tecnologia: o varejo do futuro tem que ser tecnológico. E a tecnologia deve estar presente para entregar todos os pontos anteriores – contar a história, gerar contexto, gerar uma experiência mais próxima da vida do cliente – além de facilitar o processo de compra e agregar valor ao cliente, principalmente através da informação. A tecnologia amigável e intuitiva será o grande diferencial que levará as pessoas ao ponto de venda e fará a convergência entre a venda on line e a venda off line. Um dos grandes cases apresentados ilustrando o bom uso da tecnologia foi o caso da Mistral Vinhos. Uma importadora de vinhos online que optou por criar uma galeria de vinhos, projeto do Studio Arthur Casas. Arquitetura, design e tecnologia se convergem para gerar uma experiência única para o cliente da Mistral na loja inaugurada no shopping JK, em São Paulo.

Nenhum destes pontos é uma grande novidade e já havia surgido em um ou outro momento antes. Mas ver durante dois dias, grandes nomes do varejo brasileiro e do mundo, reforçando a mensagem e trazendo ótimos exemplos de como esses pontos já estão sendo colocados em prática por muitas empresas mundo a fora, nos faz ver que o futuro do varejo já está aí e que não há tempo a perder. O jeito dos “Jetsons” de fazer compras já começou, só está faltando mais varejistas brasileiros despertarem para todos esses pontos e colocarem em prática.

 

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Visão sobre a realidade aumentada do futuro

4 de September de 2012
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Oba! Adoramos vídeos que apresentam diferentes visões de como será a tecnologia no futuro.

Esse foi feito por Eran May-raz e Daniel Lazo e aborda a questão da realidade aumentada. Enjoy.

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Por viagens de carro mais divertidas!

26 de August de 2012
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Sabe aquelas longas viagens de carro, onde você está de passageiro e fica olhando a vista pela janela e imaginando mil coisas para interagir com a paisagem muitas vezes entediante? Pois é, se depender do pessoal da GM essas viagens chatas estão com os dias contados.

Em um desafio para o pessoal do FUTURE LAB da Bezalel Academy of Art and Design de Israel, a General Motors pediu para que os estudantes criassem um conceito de novos meios para auxiliar passageiros dos assentos traseiros, especialmente as crianças, a terem uma experiência mais rica nas pistas. 

Batizado de WOO (The Windows of Opportunity), o conceito apresentado promete transformar as viagens chatas em diversão pura! Para isso eles apresentam uma série de features como, por exemplo, o Otto, um personagem animado que reage ao toque e se utiliza de elementos da vista externa para a criação de jogos; e o Pound, um aplicativo que te permite seguir outros passageiros de outros carros, possibilitando a troca de mensagens, músicas, e arquivos.

Para demonstrar todas as funções, os estudantes criaram protótipos com portas e janelas, utilizando sensores tecnológicos ópticos e de movimento desenvolvidos pela EyeClick que transformaram os vidros padrões das janelas em superfícies multi-touch e sensíveis aos gestos.

Mas como no mundo dificilmente algo seja 100% original, quando assistimos ao vídeo incrível do pessoal da Bezalel+GM, nos lembramos de um vídeo que vimos há muito tempo atrás da Toyota também trazendo um conceito de janela interativa para as viagens de carro do futuro, chamado de “Window to the world”.

E aí? Qual dos dois conceitos você gostaria de ter agora no seu carro? Chega logo futuro!!! ;)

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Vídeo | A Day Made of Glass by Corning

1 de March de 2012
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A fabricante de vidros Corning fez no ano passado um vídeo para mostrar como eles imaginam o dia a dia do nosso futuro, usando como principal “personagem” o vidro. Depois do sucesso e mais de 17 milhões de visualizações no YouTube, a empresa resolveu fazer uma nova versão.

Simplesmente fantástico. (Ei! Futuro! Chega logo por favor).

Dêem uma olhada em como eles imaginam que as coisas vão ser:

E ah! Você ainda não viu o primeiro vídeo? Olha aqui:

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Um Ciborgue na Campus Party!

8 de February de 2012
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“Eu passei a enxergar as cores. Até o dia em que eu sonhei colorido, com sons eletrônicos que eram cores. A partir daí, eu entendi o que é ser um ciborgue, que é o momento no qual a pessoa  não consegue mais diferenciar os sinais do software dos emitidos pelo meu cérebro.”

Não, esta não é uma frase tirada de algum livro de ficção científica, nem a fala de algum personagem de um filme futurista. Esta frase é um depoimento real do homem considerado, oficialmente, o primeiro ciborgue no mundo.

O cara em questão é o britânico Neil Harbisson que foi a sensação do segundo dia de Campus Party. Afinal, não é todo dia que você esbarra com um ciborgue por aí, não é mesmo?!

A história de Neil começou em 1982, quando ele nasceu com uma deficiência visual chamada de acromatopsia e que o fazia ver o mundo como uma televisão antiga: tudo em P&B (preto e branco).

“Não ver cores realmente marginaliza você. Era impossível para uma pessoa como eu entender o que é o Greenpeace, as páginas amarelas, a Cruz Vermelha ou o Pink Floyd.  Isso me levou a buscar alternativas para descobrir as cores. No início, tudo o que fiz foi estudar artes visuais, ainda que eu só pudesse ver escalas de cinzas”, disse Neil que hoje é artista visual e compositor.

Sua jornada começou na busca por soluções para driblar o problema visual e acabou na criação do chamado eyeborg, um aparelho que ele inventou em 2003, junto do cientista Adam Montandon, e que traduz as cores em ondas sonoras.

“Em março de 2004, pela primeira vez na vida, eu percebi as cores por meio dos sons”, disse Neil.

Na versão mais atual (mais leve e já acoplada diretamente no crânio), Neil carrega o olho biônico que se parece com uma webcam e que identifica as cores a sua frente e envia para seu cérebro onde seu sistema nervoso criou uma nova rede neural para interação com o aparelho, transformando essas cores em frequências sonoras. A partir dessas frequências o cérebro desenvolveu uma habilidade para identificar tonalidades e níveis de saturação, onde os mais altos emitem níveis de volume mais altos e vice-versa.

Mas como toda inovação encontra barreiras e burocracias, com Neil não foi diferente. Ele encontrou dificuldades no momento de renovar seu passaporte já que queria ser fotografado com o eyeborg. Depois de atestados médicos, depoimentos de amigos, e semanas de lutas, Neil conseguiu ter o passaporte aprovado e ser reconhecido oficialmente perante o governo como um ciborgue. Segundo ele, o que o torna um ciborgue não é a união entre o eyeborg e sua cabeça, mas sim a união entre o software e o seu cérebro.

Em 2010, ele resolveu criar a Cyborg Foundation, uma fundação para ajudar pessoas que, como ele, também precisam ter direitos reconhecidos, como por exemplo, o direito de entrar em um cinema com uma câmera na cabeça.

E se você achava que essas coisas de ciborgues, partes biônicas e cérebros ligados à softwares eram coisas de ficção científica ou previsão futurista, deveria dar um pulinho na Campus Party porque isso é só uma amostra das coisas incríveis que  estão rolando!!!! Quem sabe, se você tiver sorte, pode esbarrar com o Neil por lá e pedir para tirar uma fotinho pra postar no Face! =) #CPBR5

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Sugata Mitra | Educação e Tecnologia

7 de February de 2012
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Como esta semana (quase) não se fala em outra coisa no mundo internético que não sobre a quinta edição da Campus Party Brasil #CPBR5, resolvemos fazer uma semana especial.

Durante toda a semana estaremos “campusando” e acompanhando os assuntos que atrairão maior público e que ainda não ouvimos muito disso por aqui… logo, traremos pra cá post dos assuntos quentes, inteligentes e com um grande potencial de tendência com alto impacto nos próximos anos para a sua vida.

E pra abrir a semana com estilo, vamos falar de Sugata Mitra. Quem? “Aaaah… se é indiano vai falar sobre mercados emergentes e pobreza”. Não (exatamente). Os estudos que o pesquisador indiano vêm desenvolvendo ao longo dos anos estão focando em algo em que a Índia também tem se mostrado referência: tecnologia. E para ser mais específico, ele resolveu aprofundar no quanto a tecnologia consegue auxiliar o processo de educação e, indo além, o quanto a tecnologia tem afetado o modelo atual de educação e o papel do professor em tudo isso.

Durante a palestra no CPBR5, o Professor da Universidade de Newcastle e docente visitante do Massachusetts Institute of Technology (MIT), falou sobre seu experimento chamado de Hole-in-the-Wall. Neste experimento, o pesquisador colocou computadores em buracos feitos em paredes de um pequeno vilarejo indiano, na altura das crianças para que elas pudessem interagir com os equipamentos misteriosos para elas, e foi embora. Ao voltar depois de 3 meses, para sua surpresa, as crianças estavam dominando o uso dos computadores, jogando vários games, e ele foi abordado por elas reclamando que precisavam de um ‘processador mais rápido e um mouse melhor’ para os jogos. Quando o Sumata perguntou às crianças como elas haviam chegado à essa conclusão, a resposta para elas era simples: elas aprenderam inglês pelo computador sozinhas, para poder pesquisar e aprimorar o uso da máquina.

Outros estudos como este tornaram Mitra em um dos maiores especialistas do mundo em tecnologia educacional, e levaram o professor à  algumas conclusões que foram compartilhadas hoje no CPBR5:

– “Os professores precisam ser capazes de dizer algo que não estão acostumados a dizer: eu não sei, mas vamos descobrir. E eu garanto que um grupo de vinte crianças é capaz de descobrir em duas horas como desenvolver um aplicativo para Android”;

– “O professor deveria ser um mediador e não um ensinador”;

– A fórmula para o sucesso no ensino é um computador na mão e uma boa pergunta na cabeça;

– ‘Professores deveriam ser substituídos por computadores com acesso a web’;

– Crianças aprendem sozinhas quando estimuladas e com ferramentas.

A palestra foi a mais disputada ao longo do dia, e com as perguntas mais instigantes já que na platéia estavam muitos professores que ouviram deste incrível pensador que “professores deveriam ser substituídos por máquinas”. Durante a palestra o nome do professor foi parar nos Trend Topics do Twitter (aliás, se quiser seguir o professor, @Sugatam).

Nós curtimos muito! E você?! Concorda com essa nova era de educação?!

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Alô, Alô Geeks e Nerds! Campus Party Chegando!

4 de February de 2012

Este post vai especialmente para todos os geeks e nerds (aliás, você já viu a diferença entre um e outro?) e claro todos os conectados, blogueiros, vlogueiros, twitteiros, e plugados em tudo o que acontece nesse mundo louco que é a internet. =)

Chegou o evento mais esperado do ano: o Campus Party Brasil 2012 !!!!!! o/o/o/

O Campus Party é nada mais, nada menos do que o maior acontecimento tecnológico do mundo nas áreas de inovação, ciência, cultura e entretenimento digital, reunindo milhares de pessoas para apresentar e debater diversos assuntos dentro destes temas.

Criado na Espanha, em 1997, veio para o Brasil em 2008 e contou com pouco mais de 3.000 campuseiros (nome dado aos frequentadores do evento); já na edição de 2011 foram mais de 6.800 campuseiros participando de centenas de atividades divididas entre palestras, debates e oficinas. Para a edição de 2012, as vagas já estão encerradas mas ainda dá para se inscrever no site e acompanhar as atividades on line junto com mais 163.428 campuseiros que já se inscreveram (até este post). #corrão

Só pra dar um gostinho de alguns dos destaques:

– O ativista Charles Lenchner, do Occupy Wall Street – não tem como não falar do poder da internet na manifestações;

– Michio Kaku, o “físico do impossível”, co-criador da Teoria de Campos de Cordas (parece coisa do The Big Bang Theory, né?!);

– Kul Wadhwa, Diretor Gerente da Wikimedia Foundation/Wikipedia;

– Julien Fourgeaud,  Product Manager & Business Development da empresa Rovio (ah, não conhece?! mas o maior sucesso deles com certeza você conhece: o jogo Angry Birds);

Além das figurinhas de sempre da internet: Rafinha Bastos, PC SiqueiraRodrigo Fernandes (Jacaré Banguela)Mauricio Cid (Não Salvo), Rosana Hermann (Querido Leitor), e outros.

“Aqui os usuários acomodam seus equipamentos e interagem para reproduzir, 24 horas por dia, o que realmente é a internet: uma rede feita por pessoas reais”.

Além das palestras e oficinas, ainda tem a arena com espaço de empresas expositoras e patrocinadores com a missão de levar um conteúdo diferente e provocativo para despertar a atenção desse pessoal mais do que plugado. Um dos caminhos encontrados pelas empresas foi a criação de desafios, com premiação para melhores respostas, como por exemplo, o Banco Itaú que está lançando desafios valendo um Mac Book Pro no valor de R$ 5000!!! E aí!? Vai ficar de fora?!?

Nós, do Inovaqui, é que não vamos!!! Quem sabe você não nos encontra por lá?! ;)

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Uma Casa Modelo do Futuro

29 de January de 2012

 

Legal né?!

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“Dot Switch” | O Novo Suspense da Sony

22 de January de 2012
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Pra quem é ligadasso em tecnologia ou só curioso mas gosta de novidades, o último vídeo divulgado pela Sony já garantiu um lembrete na agenda para o dia 21 de Fevereiro.

É neste dia que a marca promete lançar uma nova ferramenta interativa que está sendo apresentada como Dot Switch. O que ela faz?! Na verdade, não dá pra saber muita coisa, já que a Sony está fazendo o maior suspense! o.O

Pelo vídeo logo abaixo, e pelo que andamos pesquisando, chegamos à conclusão de que o Dot Switch funcionará como uma espécie de controle universal para diversos equipamentos (de gramafones à TVs) que sejam compatíveis com a tecnologia. O próprio nome já diz um pouco sobre isso, já que Switch=interruptor e Dot=ponto, logo seria algo como “Ponto Interruptor” (tá, a gente sabe que ficou horrível a tradução, mas é só pra passar o conceito =P ).

O caso é que o Twitter oficial da nova ferramenta (que aliás está em japonês) define o produto como uma “nova tela de multi-entretenimento”, o que também não explica muita coisa. o.O²

É… pelo visto não nos resta outra coisa a não ser esperarmos ansiosos pelo dia 21/02 e torcer para a Sony ir dando mais algumas pistas! ;)

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Entendendo o comportamento do consumidor com Kinect

9 de January de 2012

 

Esse vídeo mostra uma nova ferramenta de pesquisa chamada Shopperception, que analisa o comportamento do consumidor e a forma como ele interage nas prateleiras e gôndolas de uma determinada loja, através do Kinect.

Com o reconhecimento espacial dos sensores, os compradores são monitorados quando interagem com os produtos em exposição. Assim é possível medir e analisar quanto tempo eles gastam escolhendo o produto, para onde eles olham, quais produtos tocam, quais produtos eles seguram na mão, como interagem com o produto (já repararam que ao pegar uma caixa de pasta de dente na mão no supermercado, todo mundo sacode a caixa?), e assim vai…

Dessa forma além de ser uma ótima ferramenta para o processo de imersão, ainda é possível comparar a performance de diferentes disposições nas gôndolas para precificar com mais assertividade o espaço à venda.

Hoje, quem oferece esse serviço é a Agile Route, vale dar uma zapeada no site deles.

 

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