Programa de Ideias | 7 questionamentos

19 de February de 2014

No nosso dia-a-dia de consultoras de inovação da Take a Tip, constantemente nos deparamos com empresas interessadas em iniciar um programa de geração de ideias interno e/ou externo, porém com muitas dúvidas e questionamentos sobre dar ou não este passo.

As principais dúvidas estão relacionadas ao custo do programa com investimento em ferramentas adequadas; o trabalho que dará gerenciar um programa de ideias e quantos recursos deverão ser dedicados a isso; quantas ideias inovadoras poderão surgir dessa fonte; entre outros questionamentos.

Para ajudar a esclarecer estes questionamentos, vamos falar sobre sete pontos que aprendemos trabalhando em empresas que possuem programas de ideias:

1. Melhoria Contínua X Inovação

Sempre existe uma expectativa alta em relação à qualidade das ideias que surgirão em um programa de captação de ideias. A verdade é que ninguém pode garantir que de um programa como esses surja uma grande ideia disruptiva. Não há uma maneira de garantir, mas há formas de estimular a qualidade das ideias ao invés da quantidade, como direcionar temas específicos para a geração de ideias; manter um ambiente criativo e que estimule o dia-a-dia para geração de ideias; alimentar os colaboradores com informações para que eles possam ter mais pontos para conectar (afinal, inovação é sobre conectar os pontos certos).  Sim, podem surgir ideias inovadoras, mas a grande maioria será formada por ideias de melhoria. O que também é um rico material, pois otimizar processos, melhorar produtos e serviços, tudo isso leva ao crescimento do negócio. Então tenha em mente que a cada mil ideias geradas no seu banco de ideias, a estatística mostra que apenas uma será inovadora.

many small light bulbs equal big one

2. Sim, dá trabalho!

Fazer a gestão de um banco de ideias não é algo simples. Para que o programa dê certo, é necessário que se tenha uma equipe dedicada (não precisa ser uma equipe grande, mas pelo menos um recurso). O papel do administrador do banco de ideias pode ser resumido em algumas funções básicas principais: acompanhamento de indicadores (número de ideias geradas; ideias geradas X ideias implementadas; áreas que mais geram ideias; temas mais abordados; número de participantes do programa; etc.); retorno e acompanhamento das ideias, ou seja, dar um feedback para o autor da ideia sobre a aprovação ou não da mesma; direcionamento das ideias, pois muitas das ideias devem ser avaliadas por áreas diversas; enfim, estas são algumas funções básicas de um administrador de banco de ideias.

3. E as ideias? O que fazer com elas?

Esse é um outro ponto importante. Se você só coleta ideias, e os participantes do programa não vêem os resultados (a aprovação da ideia dada, a implementação desta ideia, etc.) o programa cai em descrédito. Afinal, porque estou tendo o trabalho de lançar ideias em um banco de ideias se ninguém lê minhas ideias, se elas nunca são aprovadas, se só reprovam e não sei o porquê, se nunca implementam minha ideia, se não sei o que fazem com as ideias dadas ali, se ninguém me reconhece por isso, etc… esses são questionamentos que surgem ao longo do programa quando não há um caminho claro para os participantes sobre o que é feito com as ideias geradas.

4. Devo pagar pelas ideias? 

Esse é um grande dilema que não há resposta certa. Em alguns casos recompensar a ideia dada é um ótimo mecanismo de incentivo, em outros casos é desnecessário. Como saber qual a melhor opção para a sua empresa? Conversando com as pessoas que darão as ideias. Descubra qual o motivador para os seus colaboradores participarem do programa de ideias. O que os estimularia? Dinheiro? Então crie um programa de incentivo interessante e estimulante onde as boas ideias sejam recompensadas. Reconhecimento? Então crie um evento ao final do ano para celebrar as melhores ideias e reconhecer seus autores. Promoção? Então atrele ao contrato de metas ou ao sistema de avaliação de performance. Enfim, existem diversos modelos possíveis de incentivo de participação, mas é necessário compreender quais os motivadores para sua equipe.

5. Preciso comprar um banco de ideias?

Não e sim. Você não necessita exatamente adquirir uma das várias ferramentas disponíveis no mercado. Porém precisa ter um sistema que ajude na captação e gestão das ideias. Criar uma caixinha de sugestões (física ou por email) não é algo prático para quem administra o programa de ideias e nem algo que torna possível um acompanhamento com qualidade das ideias geradas. Ter campos obrigatórios de preenchimento da ideia, critérios que o autor da ideia possa escolher e que já definam uma classificação para cada ideia; entre outros, são pontos essenciais para se ter um bom programa de ideias. Sua ferramenta pode ser interna, feita em sharepoint, ou você pode contratar uma empresa especializada e personalizar um banco para seu processo de inovação, mas, se você optou por ter um programa de ideias, invista em ferramentas adequadas para que ele não esbarre na ineficiência técnica do programa.

6. Ideias de dentro ou de fora?

Capturar ideias dos colaboradores internos ou capturar ideias do mercado (clientes, fornecedores, etc.)? Essa é outra pergunta que não tem resposta certa ou errada. O importante é entender os prós e contras e ver qual modelo se adequa mais ao momento de sua empresa. Capturar ideias de dentro da casa traz uma visão de melhoria de processos internos que não é possível de se esperar de quem está de fora. Porém perde-se a oportunidade de capturar mais ideias acertivas com as necessidades do mercado. Já capturar ideias só do mercado, aumenta as chances de se ter muitas ideias para necessidades que já foram mapeadas e, ou já estão sendo endereçadas internamente mas o mercado não sabe ainda, ou foram descartadas por motivos estratégicos internos e também o mercado não sabe disso. O melhor dos mundos é ter as duas coisas com uma boa gestão das ideias geradas. E, principalmente, quando falamos da captura de ideias externas como programas de open innovation, devemos enxergar que a riqueza maior do conteúdo gerado nestes programas não está nas ideias vindas, mas sim na grande massa de informações dadas pelos seus consumidores. É uma forma de pesquisa barata e rápida, mas que requer um garimpo no conteúdo gerado para separar o que é relevante e pode dar um caldo, do que é mais do mesmo.

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7. Mas e se ninguém participar?

E se todo mundo participar? Imagine ter um banco de ideias com 23mil ideias? Como você administraria isso? Faça as contas. Quantas pessoas trabalham na sua empresa? Se cada uma der uma ideia por ano? Quantas ideias você terá ao fim do ano? E se derem uma ideia por mês? Não é possível logo de início prever a adesão dos colaboradores e o volume de ideias que será gerado. Tudo isso dependerá do incentivo para participação que receberão, da facilidade para participar, de sentirem que é um programa consistente. Enfim, não dá pra saber se o seu banco terá 10 ou 10 mil ideias no primeiro mês. Mas é possível testar antes de investir no programa. Faça um protótipo do programa de ideias, em uma escala menor, com um grupo controlado. A partir daí você terá respostas que podem direcionar o programa como se há ou não a necessidade de investir em uma ferramenta, se deve alterar o programa de incentivo, se deve colocar temas ou deixar a geração livre. Tudo é possível de ser testado. Como testar? Existem várias possibilidades. Crie uma campanha específica e de curta duração para a geração de ideias para um determinado tema, que as ideias sejam direcionadas para uma caixa de emails; ou utilize ferramentas sociais como os grupos fechados do Facebook para testar a participação de todos nas ideias alheias. Enfim, há diversas maneiras para testar o programa antes de investir.

 

Espero ter esclarecido algumas dúvidas sobre programas de ideias. Vale a pena ter um programa de ideias na sua empresa? Pode ser que sim ou pode ser que não, também. Tudo vai depender do momento atual da inovação no seu negócio, na sua empresa, dos objetivos que se espera alcançar com isso, entre outros pontos a serem considerados. Enfim, inovação não é preciso, mas é preciso inovar! :)

 

 *A Take a Tip ajuda empresas a criarem seus Programas de Ideias e conta com uma ferramenta para captura de ideias, o Portal de Ideias Tip+Muttuo. Para mais informações entre em contato: takeatip@takeatip.com.br

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Por que boas ideias nascem em uma mesa de bar?

5 de June de 2013
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Por que boas ideias nascem em uma mesa de bar?

Essa foi a pergunta que fomos responder e o pensamento que fomos provocar em 125 alunos e convidados para a  Semana de Empreendedorismo do Unisal Lorena, que aconteceu no dia 22/5.

Durante uma hora falamos sobre o funcionamento do cérebro humano e como as ideias nascem dentro de nossas cabeças. Abordamos a importância dos ambientes para o estímulo do processo criativo e sua etapas. Falamos dos mitos e verdades da criatividade, e deixamos 7 dicas de ouro para quem quer ter mais ideias e, principalmente, ideias mais inovadoras.

 

PALESTRA

 

Infelizmente não nascemos com um botão que nos coloque na função “modo gerar ideias” que ligamos e desligamos, e facilmente as ideias vem.

Por outro lado, a partir do momento que conseguimos compreender como se dá o processo de geração de uma ideia podemos estimular esse processo com mais facilidade e, principalmente, podemos aprimorar a qualidade das ideias que são geradas neste processo, passando a ter ideias mais criativas e inovadoras.

O material, elaborado pela nossa querida Isabel Oliveira e seu talento em transformar informação bruta em lindas ilustrações, está disponível para consulta no SlideShare e pode ser conferido logo abaixo:

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E porque a mesa do bar? Bom, essa resposta completa só quem assistiu nosso blablabla para saber! ;)

Mas podemos resumir que o segredo está nas conexões que fazemos com pessoas diferentes, onde não há rótulos ou o medo de falar besteiras, e todos estão em um ambiente mais livre e com uma diversidade de pensamentos e experiências.  Neste ponto, o desafio está em construirmos este ambiente de bar dentro das salas de aula e dos escritórios para que boas ideias possam nascer em qualquer e todo lugar!

Outro ponto é a importância de que essas conexões surjam de forma natural e espontânea. Para isso, você precisa ter um conteúdo relevante para a rede de outras pessoas. As conexões se formam quando existe uma troca de conhecimentos, se você não é uma pessoa interessante, dificilmente criará uma rede de ideias e pessoas interessantes a sua volta. E neste caso não haverá mesa de bar que resolva. Então antes de ir para o bar trocar ideias, seja uma pessoa com conteúdo. Leia mais (e leia de tudo); converse com pessoas na rua, afinal todo mundo tem uma boa história para contar; seja um turista no seu dia-a-dia e observe mais; e deixe sua mente voar livre.

Quando você é uma pessoa interessante (com conteúdo relevante para alguém) e se mostra interessado (no conteúdo de alguém), é só puxar uma cadeira, sentar, relaxar e começar  a conversar que as conexões começam e ideias brilhantes surgem em uma simples mesa de bar. ;)

*Quer levar essa palestra para seu evento, sua empresa, ou para uma tarde inspiradora? Entre em contato takeatip@takeatip.com.br

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Festival de Ideias 2012

8 de November de 2012
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Nos dias 9 e 10 de novembro vai acontecer em São Paulo, no Museu da Casa Brasileira, o Festival de Ideias 2012.

Depois de dois dias repletos de co-criação, 10 ideias serão escolhidas para receber um investimento em dinheiro para virarem realidade. O evento também conta com a presença do ex presidente Fernando Henrique Cardoso para uma conversa sobre sociedade interativa.

[youtube=http://youtu.be/zt4yTfGN-T4]

O evento é gratuito, basta fazer sua inscrição no site ou por email, conforme a divulgação acima.

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Creative Sandbox chega ao Brasil!!!!

20 de August de 2012
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Recentemente o Google começou a divulgar no Brasil o Creative Sandbox. Trata-se de uma iniciativa global que tem como objetivo reunir os maiores criativos da publicidade e apresentar projetos e novidades para alguns dos produtos Google, como Android, Chrome e Google+.

O evento premiará, no valor de R$ 35 mil, desenvolverá e divulgará ideias originais e inéditas que mudem a vida das pessoas. As inscrições estão abertas para os criativos de quaisquer agências de publicidade que queiram participar, basta acessar o site oficial do evento.

Serão válidos os projetos que envolvam pelo menos um produto da Google, que não tenham sido produzidos ou veiculados e que possam melhorar a vida das pessoas (seja por sustentabilidade ou diversão). Uma equipe com diversos profissionais ligados à criatividade vai avaliar todos os projetos enviados.

Assista alguns exemplos de ideias que foram apresentadas em edições anteriores:

O evento brasileiro será realizado em São Paulo, em um camarote do Estádio do Morumbi no dia 3 de novembro e terá apresentação da banda Pearl Jam.

Lançado há dois anos nos Estados Unidos, o Creative Sandbox já passou por cidades norte-americanas como Chicago, Nova York e San Francisco; pelo Reino Unido; Índia; e, recentemente, pela Argentina.

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Campanha de open innovation da Domino’s Pizza

13 de February de 2012
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Cada vez mais essa história de Open Innovation está sendo mais falada. Agora foi a vez da Domino’s Pizza entrar na onda e começar uma campanha chamada Think Oven com a ajuda da Crispin, Porter + Bogusky que busca a colaboração das pessoas, na qual as pessoas submetem ideias para projetos existentes e inclusive sugestões livres. As colaborações podem ser recompensadas em premios de até USD 500!!!

Assista ao vídeo da campanha:

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As ideias que mudaram o mundo

5 de January de 2012
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Como observou Thomas Edison, a maioria das invenções é resultado de muito trabalho. Mas, sem uma boa ideia, as grandes descobertas jamais teriam acontecido. As nossas vidas seriam diferentes, pois elas mudaram nossa forma de viver, de pensar e de nos relacionar, mudando os rumos da história da humanidade.

Selecionamos algumas ideias que mudaram o mundo para nos inspirarmos e lembrarmos que todos nós somos capazes de criar algo que possa alterar o rumo da história. #sonhogrande

 

Lâmpada elétrica – A descoberta da eletricidade deu início a uma disputa para projetar lâmpadas elétricas pequenas e seguras para o uso doméstico. E foi assim que Thomas Edison, em 1881, mudou nossas vidas.

Microscópio – Mostra detalhes que são invisíveis a olho nú e é considerado um dos instrumentos científicos mais úteis até hoje. Essa invenção (por Hans e Zacharias Jassen no século 16) promoveu a descoberta das células e dos microorganismos, revelando segredos que acercam a vida, morte e doenças.

Garrafa PET – Muito mais leve do que o vidro e praticamente inquebrável. (por Nathaniel Wyeth em 1973)

Internet – Sério, o que seria de nós sem ela?! – Criada com o propósito de compartilhar descobertas científicas no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, por Tim Berners-Lee em 1989. O.o

 

Laser, Nylon, Telefone, Raio X, Elevador, Roda, Relógio, Guindaste (wow!), Prensa tipográfica, Descarga, Bateria, Rádio, Avião, Cartão de Crédito, Velcro, Navios, Metrô, Bússola, Caneta, Walkman, Skate, Jeans, Violão…

A lista é bem grande… Poderíamos ficar aqui falando, falando, falando, falando, falando… mas aí o post ia ficar grande e chato. Então, temos uma recomendação de leitura para continuar o assunto: Ideias Que Revolucionaram o Mundo, editora Publifolha.

Ou então, comenta aí! Na sua opinião, qual foi a melhor ideia que mudou o seu mundo?

 

 

“O gênio consiste em 1% de inspiração e 99% de transpiração.” –  Thomas Edison #quoteoftheday

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Você já viu o “welcome kit” o LabRats?

2 de January de 2012
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Para quem não conhece, o LabRats é um laboratório open source onde várias pessoas colaboram para criarem novas idéias para projetos. Para fazer parte do grupo você precisa ser convidado, ou mandar um application para que eles possam analisar. O conceito é bem legal, e ainda não vimos nada (muito) parecido aqui no Brasil.

Mas na verdade, o que queremos compartilhar com vocês aqui hoje, é o welcome kit desenvolvido pela Werner Design Werk para presentear os novos entrantes do grupo, estimulando-os a pensarem diferente.

Não precisamos nem dizer que nós amamos, né?!

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SCAMPER – Gerando ideias

13 de November de 2011

Muitas pessoas nos pedem técnicas para geração de ideias. Por isso, hoje estamos trazendo uma ferramenta que gostamos bastante pois é simples e rápida: SCAMPER.

Esta técnica foi criada por um carinha chamado Bob Earle, mas ficou famosa mesmo depois que outro carinha, Michael Michalko, falou sobre o assunto em seu livro Thinkertoys (que, aliás, está cheio de outras técnicas para geração de ideias).

Este método te permite repensar as situações, questionar, soltar a imaginação e descobrir o seu potencial criativo.

Funciona assim: SCAMPER é o conjunto das iniciais de Substitua – Combine – Adapte – Modifique – Proponha novos usos – Elimine – Reorganize.

A proposta é que você pegue uma situação em que precisa inovar e pense sobre eesta o que você pode Substituir, o que pode ser Combinado, o que dá para Adaptar, e por aí vai até chegar em R e ver o que pode ser Reorganizado!

É simples, dá pra fazer só ou em grupo, e não precisa mais do que papel e caneta para anotar as ideias para cada pergunta.

Pratique e nos conte o que achou! ;)

Dica de leitura: “Thinkertoys: A Handbook of Business Creativity For the 90s” do Michael Michalko

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De onde vêm as boas ideias?

29 de October de 2011

Nós adoramos os vídeos da RSA Animate. Eles produzem um monte de coisa legais e um estilo super divertido.

Portanto, o primeiro vídeo que vamos divulgar no blog, tem que ser deles! #fato

Esse vídeo é muito bacana, explica de onde vem as boas ideias, através de uma palestra do Steven Johnson.

Vale a pena seguir eles no YouTube #ficadica.
Colocamos o link na nossa lista de links aqui do lado ó –>

Agora, se joga na cadeira e assista o vídeo. :)

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