O primeiro a gente não esquece!

11 de September de 2013

Complete o espaço em branco: “O primeiro _______ a gente nunca esquece!”. Assim estou me sentindo com o meu  primeiro Startup Weekend, mesmo uma semana e meia depois. Com a sensação de que levarei essa experiência para a vida toda, de que será única, e de que nenhum outro Startup Weekend será melhor do que o SWUnifei. Os motivos para tanto entusiasmo compartilho contando um pouco o que foram os 2 dias de evento e trazendo as dicas que aprendi para quem está empreendendo ou criando um novo modelo de negócio, afinal, esse é o grande objetivo do evento: ensinar a criar modelos de negócio de sucesso.

Eu (Tati Carrelli) falando sobre Pitch. (foto Sheron Willians)

O QUE TE MOVE

Estar reunida com tantas pessoas, de tantas cidades – e até países – diferentes que, como disse a Professora Juliana Caminha, organizadora do evento, “acreditaram incondicionalmente no empreendedorismo, além das curvas e serras, saindo dos grandes centros”,  desperta dentro de nós algo que por vezes adormece. Nos faz lembrar o que nos move e qual o nosso propósito, afinal. Encontrar pessoas que se propuseram a estar até 8 horas dentro de um ônibus, com ou sem uma ideia debaixo do braço, todos com uma vontade em comum: aprender a construir. Essa é a energia que move um evento como o Startup Weenkend. Pessoas que nunca se viram, apostando e acreditando nas ideias e nas habilidades uns dos outros, estranhos que viraram a noite por uma causa em comum, e no final das 54h, de estranhos se transformaram em sócios e CEOs de novos negócios. De grupos se transformaram em empresas que compartilham um projeto.

 

Pausa para o cochilo rápido.

AS IDEIAS

Quando fui convidada a ser mentora deste evento, fiquei curiosa com as ideias que seriam trabalhadas. Imaginei que um evento deste, até pela sua natureza, fosse girar em torno de ideias em grande parte de aplicativos e soluções web. Minha (agradável) surpresa? Ver ideias muito elaboradas para mercados complexos. Ideias para o mercado agrícola ou mercado de livros digitais; ideias de serviços, como uma agência de comunicação segmentada; ou de produtos, como a cerveja artesanal com seu modelo completo de negócio. Cada mesa despertava uma vontade de fazer parte do que estava nascendo ali. Também tiveram muitas ideias ótimas de aplicativos do tipo “meeeu, lança isso já que eu PRECISO desse app! Como ninguém nunca pensou nisso?”. Ideias complexas, originais, que eram construídas e desconstruídas a cada momento em que um mentor era chamado ao grupo para orientar em algum ponto. A cada validação com os segmentos de mercado e parceiros, a cada discussão do grupo, a ideia se transformava. Mutante. E ainda, até o final do domingo, minutos antes de finalizar a apresentação final, alguns grupos alteravam a ideia com base em feedbacks recebidos. No talk. All Action.

 

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A BANCA

Todo o trabalho que os participantes realizam tem um objetivo final para o evento: apresentar um produto minimamente viável (MVP) a uma banca de avaliadores. Ou seja, apresentar a ideia transformada em um modelo de negócio que convença que pode dar certo e que seja interessante para o segmento de clientes em questão. Além disso, outras questões críticas são importantes de serem respondidas, como a forma de monetização do negócio, ou seja, como se espera ganhar dinheiro com a solução. Abaixo uma lista das questões levantadas pela banca para as ideias apresentadas. Vale para todo mundo que está criando seu negócio:

    • como você espera crescer?
    • como escalonar a ideia?
    • como lidar com os gargalos e alta procura quando sua ideia se tornar um sucesso?
    • como criar barreiras de entrada no mercado para ideias fáceis de copiar?
    • você possui uma equipe multifuncional para o crescimento e diversificação da empresa?
    • o que você oferece de diferente dos concorrentes?
    • como você pretende ganhar dinheiro?

TODO MUNDO DEVERIA PARTICIPAR

Sim! Todo mundo, deveria participar! Não apenas pessoas que estão pensando em empreender mas todos que trabalham com desenvolvimento de produtos, em projetos, no planejamento estratégico, enfim, em qualquer área que seja interessante observar e vivenciar esta experiência de ver como uma ideia pode sair do papel e se tornar realidade em tão pouco tempo.

O poder do trabalho em grupo; a importância de se validar a ideia com o cliente/mercado; a construção do modelo de negócios; a gestão do tempo e da equipe que se dividia entre programadores virando a noite desenvolvendo aplicativos, enquanto outros membros do grupo ativavam suas redes de contato para realizar pesquisas e validar a ideia e o conceito em campo; o respeito pelas ideias do outro, onde todos que estão ali contribuem; aprender a falar, a ouvir, e a compartilhar suas ideias; networking, networking, networking. Todos esses pontos são lições para serem aprendidas e vivenciadas em um fim de semana único, em um Startup Weekend.

 

Time de mentores e organizadores.

OS LAÇOS

O maior valor que no final se cria, depois de tudo isso, são os laços que nascem depois de um trabalho tão intenso. Laços entre os Startapeiros e mentores, mentores e mentores, startapeiros e startapeiros, organizadores e mentores, organizadores e startapeiros, amigos e amigos. Nascem oportunidades de negócio, trocas de cartões, muitas adições às redes sociais, piadas internas em grupos de whats app, e a certeza de laços para muitos aprendizados futuros e principalmente um laço forte de torcida para que cada ideia, cada empresa que nasceu neste evento, seja um grande sucesso.

E que venha o próximo! ;)

 

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Fotos: Startup Weekend Unifei

 

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Geração Empreendedora!

21 de November de 2011

Li um artigo muito legal da Fast Company que fala sobre os conflitos que sempre ocorreram entre as gerações.

Eles levantaram um ponto muito interessante, a falta de rebeldia dos teens da atual geração comparando às gerações passadas. Antigamente adolescentes se rebeliavam contra as opiniões de seus pais e isso fazia parte do processo de consturção de suas identidades! Mas e hoje em dia? Quando você vê pais e filhos vestindo a mesma marca de jeans, com playlists similares em seus iPods e indo juntos ao show do U2?! Não é raro encontrar adolescentes da atual geração que falam tranquilamente sobre como seu pai é seu melhor amigo, e como compartilham coisas juntos.

Mas o que aconteceu com o processo de construção de identidade destes teens!? Ainda é muito cedo para responder, precisaremos de alguns anos para avaliar o que este atual compartilhamento de mundo entre gerações e a falta da rebeldia e contradiação poderão afetar na identidade destes adolescentes.

O fato é que esta geração traz não só esta grande diferença, mas também uma nova característica que pode estar substituindo a rebeldia padrão: o empreendedorismo!

É cada vez mais comum ver casos de teens e crianças que estão empreendendo cada vez mais cedo e se aventurando pelo mundo (antigamente tido como) dos adultos!

Quer um exemplo? Harli Jordean, com 8 anos, é o CEO mais jovem do mundo! Sozinho criou um site para vender bolinhas de gude, sua paixão. Hoje ele intermedia entre fornecedores e compradores e fala como gente grande: “Gosto de ser o chefe, mas também de delegar funções”, disse o garoto em entrevista para o jornal inglês Daily Mail.

Quer mais!? Que tal o garoto de 12 anos que criou dois Apps para a Apple e está sendo chamado de novo Steve Jobs? Dá uma olhadinha no vídeo dele no evento de gente (muito) grande, o TEDxManhattanBeach, e me diz se não é para se preocupar com o que está por vir?

Se você não faz parte desta geração de empreendedores mirins, é bom começar a se preocupar! Nós já estamos de cabelos em pé por aqui! =]

 

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