Design the New Business | Vídeo

22 de November de 2012

Design é um termo que tem ampliado seu sentido com o passar do tempo e, em determinados momentos até sido banalizado. Afinal você pode ter um designer de produtos, um designer de software, um designer de embalagens e até um designer de sobrancelhas. Mas cada um atuando em esferas e sentidos diferentes de um mesmo termo. A discussão sobre o que é ou não é design vai longe. Tem até um projeto de Lei para regulamentação da profissão em andamento. (confira aqui)

Hoje quando olhamos para as indústrias tradicionais, como a automobilística, onde o design tem um grande papel no desenvolvimento dos novos produtos, pensar em um papel mais amplo para o designer é uma realidade já presente. Estamos vendo surgir uma nova leva de designers que não estão mais apenas no processo de concepção do desenho industrial puramente do produto, mas sim, designers que estão se envolvendo no processo desde a fase inicial, nas pesquisas, indo para próximo do consumidor para analisar suas necessidades, criando uma nova forma de design, estando lado a lado aos executivos na resolução dos problemas, sendo pontes e conexões entre o usuário e as habilidades do negócio.

O vídeo abaixo traz os relatos de designers que trabalham sob essa perspectiva em suas indústrias. A produção do documentário foi uma iniciativa da Zilver Innovation, e foi elaborado por seis estudantes do mestrado de Strategic Product Design na TU Delft situada na Holanda para mostrar como o design tem sido estratégico na concepção de novos negócios.

A indicação do vídeo foi do nosso querido aficionado por inovação Diogo Dutra, da Caos Focado (obrigada Diogo!!!). :)

 

 

“O que faz um bom designer no nosso contexto é a capacidade de traduzir de um para o outro. Traduzir uma necessidade ou um desejo do cliente em negócio. Tentar traduzir uma habilidade de negócio, em um produto para o cliente.” –  Benjamin Schulz, que trabalha na área de Service Innovation do Grupo Volkswagen, falando sobre seu trabalho como design em seu depoimento no vídeo acima, Design the New Business.

Vale a pena assistir! ;)

 

Comentários

7 dicas para viajar ao mundo do cliente

11 de September de 2012

Estou de “férias” e, como blogueira que é blogueira não tira férias mas sim viaja para ter pauta (rs), não poderia deixar de escrever algumas coisinhas sobre design research X viagens que não saem da minha cabeça nestes últimos dias, mais especificamente sobre a fase principal do processo: a imersão!

Além de estar passeando por New York (NY) e não existir país mais especializado em user experience do que os EUA, principalmente quando o assunto é encantar/envolver turistas, não me sai da cabeça o quanto viajar para um lugar novo desperta as mesmas sensações, alertas e sentimentos de quando se realiza uma imersão em campo, no mundo do usuário!!!

Há anos venho fazendo as duas coisas, explorando novos lugares em minhas viagens e novos insights no dia-a-dia de clientes dos muitos lugares em que já trabalhei, e fazendo essa comparação agora resolvi criar aqui um guia de 7 dicas análogas que, se não te ajudarem no seu dia-a-dia para inovar, espero que sirvam, ao menos, como dicas para sua próxima viagem! ;)

1- Chave de sucesso: pulando o bla,bla,bla do “tenha um bom planejamento”, começo toda viagem (e imersão, também) pesquisando e tentando descobrir a “chave de sucesso” do local! Em NY, foi decifrar o metrô: tipos de bilhetes, lógica das linhas, apps para celular com rotas e mapas, etc. Isso me garantiu não perder tempo nem dinheiro perdida por aí.  Já para sua imersão, a chave de sucesso pode ser, por exemplo, aprender uma gíria do vocabulário do seu usuário que servirá como senha mágica quando  falar com ele; ou ainda, pode ser descobrir algum hábito específico, local de maior frequência/concentração do seu público, ou pessoas-chaves na relação diária dele com o produto (quem influência ele no consumo, nas escolhas e decisões de compra).

2- Abra os olhos: quando estamos viajando nos atentamos a cada detalhe e reparamos em tudo! Conseguimos descrever em detalhes o banheiro daquela estação central… Assim é o papel de um antropólogo em campo: ele descreve tudo o que vê, sem julgamentos de valores, sem críticas (positivas ou negativas)! Em uma imersão, se atente a cada detalhe e saiba descrever todo o contexto em que seu usuário está inserido! Como dizem por aí: olhe a árvore, mas sem esquecer a floresta!

Adesivo criativo em prédio vizinho ao High Line Park.

3- Fotos, fotos, fotos: Sim, queremos registrar tudo quando viajamos! E quando voltamos, queremos mostrar 1248 fotos para amigos e família e ainda achamos ruim se eles não olham as 1248 fotos com a mesma empolgação que nós, certo?! Dica de sucesso para a viagem e para a imersão: sim, tire as 1248 fotos pois depois de algum tempo, quando você quiser resgatar algum detalhe, estas fotos serão essenciais para resgatar sua memória; mas, na hora de contar a história para outras pessoas, selecione os pontos mais marcantes, apenas as imagens que transmitam alguma mensagem, que levem a alguma conclusão, enfim que tenham um propósito de estarem ali, dessa forma você não deixa ninguém entediado e garante passar a mensagem! ;)

4- fuja das massas: sempre tento fugir dos passeios de guias de viagem, os passeios de turistas! Não quero conhecer a cidade do mesmo ponto de vista que outra pessoa pensou, quero descobrir uma cidade só minha, com lugares que eu vou poder contar e fotografar e os outros dirão “sério que isso era em NY?!? Eu já fui para lá várias vezes e nunca vi isso!”,  pois é nessa novidade, nesse olhar novo, nesse cantinho não explorado que a mágica acontece! Que você conhece as pessoas mais interessantes, compra os produtos mais legais… E assim é na imersão em campo: falar com as massas só vai te dar os mesmos insights que já estão no guia de alguém (da concorrência, com certeza!). Se você quer uma informação nova, aquela sacada que vai trazer aquele brilho especial, vá nos extremos! Fale com quem não usa seu produto e quem já deixou de usar, por exemplo. Escolha um público específico, e concentre-se nele. Mas assim como em uma viagem é quase um crime fugir dos pontos turísticos comuns, deixar de falar com a massa também pode ser, mas o faça como na viagem e vá contra o óbvio: dê um olhar diferente até ao que é mainstream! Olhe por outro ângulo e se deixe surpreender!!!

Cadeados presos na Ponte do Brooklyn. Ler cada um é um passeio fora do comum e que rende no mínimo boas fotos.

5- viva como eles: descubra um programa bem típico do local e faça como os locais! Só assim para sentir como a cidade funciona de fato. Nesta viagem, levei tão ao pé da letra que, ao invés de um hotel, me hospedei em um apartamento! O morador sai e deixa o apê pronto para te receber. Essa é a proposta (que super recomendo!) do site airbnb. Deste jeito você realmente se sente um pouco mais “morando” do que “passeando” na cidade. Na imersão é a mesma coisa: não tem nada igual, ao invés de apenas perguntar e observar, fazer o mesmo que o seu usuário faz, passar pelo mesmo processo que ele passa. Parece óbvio mas muitas pessoas nunca experimentaram o produto que vendem! Quer um exemplo? Na Whirlpool (fabricante das marcas Brastemp e Consul) os engenheiros que criavam as lavadoras de roupas sabiam perfeitamente a parte técnica e a melhor forma que uma máquina deveria funcionar para lavar melhor, mas nunca haviam lavado roupas! Em uma imersão foram desafiados a lavarem roupas nas máquinas que desenvolviam. A grande maioria não conseguiu operar 100% do processo que vai desde separar as roupas até passá-las e guardá-las; era um tal de “como mede o sabão? E o amaciante? Como colocar com esse galão?!”. Dali saíram ótimas ideias para as novas máquinas como o medidor de nível de água e sabão.

6-Momento esponja: entre um passeio e outro é sempre bom tirar umas horinhas (ou minutinhos) em um café ou parque para você parar, refletir e absorver tudo o que viu e experimentou nas últimas horas, se não acaba o dia cansado com a sensação de que não fez nada, não viu nada, quando na verdade você apenas não absorveu o que viu! Assim é em imersões de campo! Você fala com tanta gente, observa tantas coisas que, no final do dia, se não se colocar essas pausas ao longo do dia, terá a sensação de que não descobriu nada! Então a cada pessoa, atividade, ou fato observado: pare, reflita e absorva o que lhe for mais interessante antes de partir para o próximo. #ficadica: grave um vídeo resumo de 1min depois de cada imersão com suas conclusões; isso ajuda a refletir e absorver, além de manter registrado.

7-Perca-se: e por fim, saia do seu roteiro inicial! Porque sempre que escapamos do nosso roteiro somos surpreendidos pelo acaso que pode nos mostrar novos caminhos! Seja em nossas viagens ou nas pesquisas de campo, de vez em quando deixar-se levar por onde seus instintos estiverem te guiando, mesmo que isso saia do programado, traz ótimos resultados! Mas esteja preparado para ser surpreendido!

Grafite de artista brasileiro, Eduardo Kobra, que tem feito sucesso em NY. É sempre bom se perder e dar de cara com uma de suas artes!

Espero que essas sete dicas dêem um gás a mais na sua próxima imersão, se não na sua próxima viagem! Have a good trip! ;)

 

Obs: Todas as fotos deste post foram tiradas por mim, durante a viagem. Se gostar, pode usar mas não esqueça de citar a fonte.

Comentários

Visão geral de um processo de Design Research

5 de August de 2012

Muitas vezes sou abordada por pessoas que querem entender, de forma rápida, como funciona um processo de design research (sim, é a mesma coisa que design thinking). Ao explicar, sempre acabo rabiscando algumas coisas, mas acho que vou incluir o vídeo abaixo no meu discurso. rs.

É de uma reportagem feita em 1999 pela emissora norte americana ABC que mostra um processo realizado pela IDEO com o objetivo de redesenhar um carrinho de supermercado.

 

Para assistir  a versão completa, com cerca de 30 minutos, clique aqui.

Quer conhecer o case inteiro do shopping cart da IDEO?  Clique aqui.

 

(Ei! Pai! Agora você entendeu com o que eu trabalho? rs)

Comentários

Follow Us!

Realização:

Parceria

Biblioteca