A arte de organizar uma (boa) sessão de brainstorming

7 de March de 2012

“Vamos fazer um brainstorming, junta o pessoal aí!”

Ok. Você até pode apenas reunir pessoas em grupo para dispararem ideias aleatoriamente. Mas a arte de gerar ideias requer uma série de preparações que podem garantir o sucesso da sua sessão com uma qualidade maior do resultado gerado.

Mas afinal, o que é brainstorming? É um método desenvolvido, em 1948, por um cara chamado Alex Osborn (foi publicitário, norte-americano, sócio da famosa agência BBDO), e surgiu pela primeira vez em seu livro “Your Creative Power” (Myers Press).  Nasceu com o intuito de resolver problemas de uma maneira mais criativa e prometia dobrar o poder criativo das pessoas através do uso deste método.

Trabalhando na área de inovação de uma das maiores empresas brasileiras (sim, é o que fazemos! não te contamos?), o que as pessoas mais nos pedem é para organizarmos uma sessão de brainstorming, como se tudo se resolvesse desta forma. Aí temos todo um trabalho de tentar entender se é o caso mesmo de utilizarmos apenas uma geração de ideias, ou se o caso é mais complexo e vale rodarmos um processo com outras ferramentas do processo de design thinking (fica pra outro post). E aí, as pessoas acham que é só reunir as pessoas em uma sala, e sentarmos pra todos começarem a ter ideias, como um passe de mágica, algo quase holístico. Daí resolvemos contar um pouco algumas das etapas (7) que passamos pra chegar até o momento das ideias começarem a brotar (e não, não é mágica, tem muito trabalho prévio e preparação pra garantir um bom resultado). Então vamos às etapas:

1. A PERGUNTA: saiba exatamente o que você quer responder com as ideias geradas. Pode ser um problema a ser resolvido, uma oportunidade de um novo produto, etc. Uma boa dica é definir uma pergunta para ser respondida durante o brainstorming, definir the killer question!

2. OS CÉREBROS: como o nome já diz, é uma tempestade de cérebros, logo quanto mais cérebros pensando, melhor. Mas, principalmente, quanto mais diferente são os cérebros, melhor. Você pode ter duas ou dez pessoas participando, o importante é que haja uma diversidade. Aposte em pessoas de idades diferentes, áreas diferentes, cargos diferentes, e, principalmente experiências de vida diferentes (são as experiências individuais de cada um que dão o brilho a cada ideia).

3. AS FERRAMENTAS: o brainstorming é uma técnica de geração de ideias e, como toda técnica, possui muitas ferramentas que podem auxiliar o processo. Essas ferramentas na verdade são modos diferentes de conduzir a geração de ideias durante a sessão. Você pode optar pelo método tradicional das pessoas falando suas ideias e anotando, ou pode optar por alguma ferramenta como o brainwriting, por exemplo, onde as pessoas escrevem suas ideias de forma silenciosa e passam adiante para o colega completar a sua ideia com novas ideias. Onde achar mais dessas ferramentas? Google! =) Dica: é importante escolher a ferramenta de acordo com o perfil dos participantes. Por exemplo, se o grupo é muito introvertido aposte no brainwriting, pois assim as pessoas não se sentirão intimidadas a expor suas ideias.

4. AS REGRAS: é importante que haja um moderador na sessão de brainstorming para que ele garanta o cumprimento de algumas regras. Que regras? Aquelas que vão garantir que todos tenham o direito de falar, que as ideias não sejam censuradas, que ninguém mate uma ideia antes dela nascer, entre outras. Nós gostamos muito das 7 regras da IDEO:

5. ORGANIZAÇÃO: já perdi as contas de quantas sessões de brainstorming conduzi pelas empresas que passei. E se alguém me perguntasse qual é a parte mais importante de uma boa sessão de brainstorming, eu com certeza diria que é a organização! Como assim? Imagine que você está responsável por conduzir uma sessão de geração de ideias com 20 diretores da sua empresa. Não dá pra chegar na hora e descobrir que não tem fita crepe para colar a folha de flip chart na parede, onde serão colocados os post-its; ou que os post-its que você levou não grudam e ficam caindo da parede o tempo todo. É preciso estar preparado. Por isso se você sabe quem vai participar e quais serão as ferramentas utilizadas, é possível se preparar: 1. check list com todos os materiais que você precisará (e mais alguns extras que talvez você precise); 2. a lógica da geração de ideias e de como a mente das pessoas irá caminhar ao longo da sessão, expandindo o potencial criativo.

6. MATERIAIS: vão variar de acordo com as ferramentas e dinâmicas escolhidas, mas quase sempre post-it (dica: nunca encontramos uma outra marca, que não a 3M, que não descolasse das paredes), canetas (aposte nas coloridas e porosas para escrever em post-it), use e abuse de elementos criativos na mesa (giz de cera, massinha de modelar, Lego, etc.), decorar a sala (ou levar as pessoas para ambientes fora do comum).

7. CRIE: no fim é como eu disse no início, você pode apenas juntar pessoas para ter ideias aleatoriamente ou pode fazer tudo seguindo as dicas aí de cima. Mas nenhuma das duas opções vão funcionar se você não liberar a sua criatividade! Então, SE PERMITA! =)

Boas ideias pra vocês e se quiserem mais dicas é só mandar um email pra gente!

*A Take a Tip organiza sessões de geração de ideias em sua empresa para enriquecer os seus projetos. Entre em contato takeatip@takeatip.com.br .

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Como entender o consumidor através do mapa de empatia?

6 de January de 2012

Até pouco tempo atrás, quase todas as empresas segmentavam seus clientes separando-os em grupos conforme questões sócio-demográficas, faixa etária e sexo. Porém, com a grande competitividade de produtos/serviços e o aumento expressivo do acesso da população à informação, as empresas têm começado a perceber que é necessário conhecer seus consumidores de uma forma muito mais profunda do que imaginavam.

“O que meus consumidores querem? Como eles se comportam? O que é importante pra eles? O que faz com que ele compre o produto A ao invés do produto B? Do que ele gosta? O que ele faz aos finais de semana? Onde ele trabalha?”

Cada vez mais perguntas como essas se tornam comuns no dia a dia dos nossos trabalhos. E foi pensando em ajudá-los com essa missão (nada fácil, nós sabemos), que vamos falar de uma ferramenta que pode orientar na árdua tarefa de conhecer melhor o seu consumidor: o mapa de empatia.

O “mapa de empatia” foi criado por um cara chamado Dave Gray, e tem como objetivo, através do que o stakeholder (pode ser cliente, parceiro, acionista, etc) sente, escuta, vê, diz e faz; identificar as principais características de seu comportamento frente a um determinado estímulo, como por exemplo: processo de decisão de compra de um bem; ou experiência ao utilizar algum serviço.

A construção desse painel é bastante simples e pode ser feita de forma individual ou em grupo. Em grupo, além de ser bem mais legal, é muito mais rico, afinal, cada um pode ver o cliente de uma forma diferente, e é a experiência individual de cada um que traz riqueza pra a construção de novas ideias. Então, por que não juntar todo mundo?  Você pode até pegar um template do desenho pronto aqui. Teste e conte pra gente o que achou desta ferramenta! ;)

Dica de leitura: Business Model Generation por Alex Osterwalder, que também tem um blog.

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