VOCATIV | Conheça o futuro do jornalismo

29 de October de 2013
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Não é de hoje que o jornalismo tem vivido um conflito entre os meios tradicionais de se fazer uma boa matéria e o grande mar de informações disponíveis na internet, que possibilita uma exploração maior dos fatos, ao mesmo tempo que gera uma “caça ao tesouro” por informações que sejam de fato relevantes neste mar da web.

Dentro deste movimento de busca de re-invenção do jornalismo, seguindo as tendências de exploração das informações na web, e intrigado pelo fato de grandes eventos, como a crise financeira dos EUA e os conflitos no Oriente Médio, não terem sido previstos com antecedência, Mati Kochavi criou a startup que promete revolucionar o mundo das notícias e a forma de se fazer jornalismo: o Vocativ.

 

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O Vocativ tem como princípio  explorar a deep web, os 80% de conteúdo que não aparecem nos sistemas de busca mas que estão presentes na grande rede. A partir dos dados encontrados, realizar análises que mostrem conexões, e contar histórias a partir destas análises. É o jornalismo feito de uma forma diferente, contando com uma base crítica de análise de fatos e dados escondidos pela web, a partir da colaboração e informação dadas pelos jovens entre 20 e 30 anos – os grandes abastecedores do social media.

Esse princípio fica claro na auto-descrição da empresa: “a media startup built for – and by – the Crowd. We’re currently hard at work building a series of extraordinary technologies and ideas.”

O vídeo abaixo explica um pouco mais sobre o Vocativ:

 

Para identificar os tópicos interessantes e as tendências mais relevantes para criação de suas matérias, o Vocativ tem contado com uma tecnologia desenvolvida em uma das outras empresas de Kochavi, a Open Mind, baseada em Israel. Os algorítimos do sistema vasculham bancos de dados abertos, como redes sociais e grupos de e-mail, mergulhando na deep web e identificando o que é relevante.

Com este jornalismo sério, recheado de fontes de informações interessantes, a empresa tem atraído talentos de grandes mídias para fazer parte do time que já conta com 40 pessoas em seu escritório em Nova York. Entre editores, jornalistas, especialistas de data-mining, e executivos, encontram-se nomes do The New York Times, CNN e Reuters.

Vale ficar ligado nas notícias trazidas pelo Vocativ e acompanhar os próximos passos desta Startup que veio para mudar as regras do jogo do jornalismo e do mundo das informações.

Para saber mais, leia os artigos: MashableBusinessWeek; FastCompany.

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KIT DE CONTEÚDO | GRATUITO

24 de October de 2013
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Os meses de Outubro e Novembro são meses de comemoração aqui na casinha! :)

Entre esses meses, neste ano de 2013, estamos completando 2 anos com o nosso querido bloguinho Inovaqui no ar, e também completamos o primeiro aniversário da nossa consultoria boutique de inovação, a Take a Tip.

E para celebrar, nada mais justo do que você, que sempre nos acompanha, ganhar o presente!

Com a missão de disseminar a cultura da inovação e seus processos e ferramentas, lançamos neste mês de Outubro o primeiro Kit de Conteúdo da Take a Tip.

 

KIT DE CONTEÚDO

O que são os kits de conteúdo? É simples! Escolhemos assuntos que estejam relacionados aos processos de inovação que lidamos no dia-a-dia da consultoria, e escrevemos os princípios básicos sobre o assunto de uma maneira clara e didática para que todos possam compreender o conceito e incorporá-lo no seu dia-a-dia.

Neste primeiro kit estamos abordando o assunto Prototipagem,  sempre tão falado  por aqui no Inovaqui. E, se você ainda não sabe o que é Prototipagem, recomendo que leia esse artigo aqui.

 

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No Kit de Conteúdo – Prototipagem, você encontra a definição do conceito de Prototipagem, assim como as razões para realizar um protótipo; conhece o conceito de prototipagem em papel; e tem acesso a um conjunto de folhas de sketch, prontas para serem impressas e utilizadas nas suas prototipagens de interfaces (web e app). Você também encontra informações sobre pictogramas (e principais ícones) e, ao final, tem acesso a uma lista de sites, aplicativos e ferramentas, vídeos e cursos para aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto.

Para ter acesso ao conteúdo completo do kit gratuitamente, ou melhor, custando só um tweet, acesse aqui! ;)

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Quando um sistema de ensino muda as regras do jogo

23 de October de 2013
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Há muito tempo atrás, nós viemos aqui divulgar um projeto que havia sido lançado via Catarse e no qual acreditamos de coração. Tratava-se do coletivo Educ-Ação que tinha como objetivo rodar o mundo atrás de modelos de educação com práticas inovadoras.

Ficamos tão encantadas com o projeto e com a dedicação deste grupo que até entrevistamos um dos seus queridos membros, o André Gravatá, que deu um show de simpatia, além de esbanjar sua energia para mudar o mundo. (Confira a reportagem aqui)

Agora é com muita alegria que a gente abre esse espaço para divulgar o belíssimo trabalho que resultou da energia destas pessoas: o livro Volta ao Mundo em 13 Escolas.

Em versão digital gratuita ou versão física, passível de compra, o livro aborda sistemas de ensino inovadores de 13 escolas ao redor do mundo, que estão mudando as regras do jogo. Confira no mapa abaixo as escolas visitadas:

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Além de contar a jornada incrível passando por cada escola, o livro é cheio de referências e dicas de livros e sites para quem quer se aprofundar em algum assunto apresentado ao longo das páginas.

Para baixar o livro gratuitamente, acesse aqui.

E, instigando um pouco mais a sua curiosidade sobre o livro (que nós já baixamos e estamos lendo com muito carinho), deixamos o trecho final da obra  e uma poesia que dão o tom do projeto.

Nas palavras de André Gravatá, publicadas no livro Volta ao Mundo em 13 Escolas:

“(…) Um dia, minha mãe me perguntou: “Filho, por que você gasta tanto tempo do seu dia nesses projetos de educação?”. A minha resposta mais sensata está na certeza de que a educação é uma ferramenta para nos reen- cantarmos com o mundo e nos reconectarmos com nós e com os outros.

Por fim, gostaria de compartilhar um poema escrito por mim ao final da jornada, com o título “A podência da educação”. Sinto que certas refle- xões são mais bem apreendidas por meio da arte. 

Educação é feita principalmente de gente
Gente é feita principalmente de abundância
Freire disse que se a educação não pode tudo
alguma coisa fundamental ela pode
E a educação pode uma podência
Que surgiu bem antes de método ou ciência

A educação tem a podência do esticamento do olhar
Para que ele se abra enorme
Do tamanho do mar

A educação tem a podência da expansão
Do cultivo de campos de diversidade
Para fertilizar os sertões
Que hoje têm nome de cidade

A educação tem a podência do desafiamento
Passa pelo encontro com nossos redemoinhos internos
Que giram, sem trégua, num movimento de bagunçação
Daquelas entranhas feitas principalmente de emoção

A educação tem a podência de instaurar
Uma catação de horizontes dentro de cada um
Para que as abundâncias sejam descobertas
Lapidadas, expostas, caleidoscopadas
Tocadas, abertas, compartilhadas

A educação tem a podência de conjugar
Um verbo sinuoso, em chamas
O verbo ousadiar
Que é verbo de significância
Verbo de propósito sem demora
Para que nos ousadiemos no agora
E no gerúndio, ousadiando
A qualquer hora.”

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E aí o MIT desenvolve o M-Blocks e muda tudo

10 de October de 2013
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Mais uma descoberta científica (ou mecatrônica, por melhor dizer) que me deixa eufórica só de pensar sobre o potencial que isso tem para um futuro não muito distante.

Falando em uma linguagem simples e popular, o que o pessoal do MIT conseguiu desta vez, foi desenvolver uma tecnologia que faz com que esses quadradinhos da foto acima consigam se agrupar de diferentes formas para compor estruturas variadas a fim de exercer algum tipo de comando. Essa tecnologia já vinha sendo estudada há anos, mas ninguém conseguiu fazer algo tão simples como o M-Blocks do MIT.

Então, na prática (sendo bem simplista), você teria esses quadradinhos em casa e quando precisasse de uma… mesa! Você daria o comando e eles automaticamente se agrupariam para formar uma mesa. (ou uma escada, ou um banco, etc.). Brilhante, não?!

 

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Ok! Mas eles não desenvolveram isso pensando em criar mesas, certo?!
Certo! A ideia é pegar essa tecnologia e fazer não só em quadradinhos para formar utilidades domésticas e decorativas, mas sim aplicar em outras formas pra que seja possível fazer um robô mutante. (Tipo Transformers ou como no Terminator de Arnold Schwarzenegger, que muda de forma conforme a necessidade da tarefa a ser executada).
[youtube=http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6aZbJS6LZbs]
Pensem no potencial disso se acoplassem câmeras, garras, luzes, objetos de manobra, etc. Ou até mesmo em escalas nanométricas! O uso seria quase que ilimitado: reparos de infra-estruturas, andaimes, móveis, cirurgias, e muito mais!
Aaaah, o futuro…
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Lições de Comportamento Humano por Susan Weinschenk

1 de October de 2013
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Susan Weinschenk é psicóloga com mais de 30 anos de experiência de consultoria em psicologia comportamental e chefe de UX Strategy da Human Factors International, uma das maiores empresas do mundo especializada em design centrado no usuário. Recentemente ela lançou um canal no You Tube com uma série de vídeos, baseado em seu livro How To Get People To Do Stuff? com as teorias e demonstrações sobre o comportamento das pessoas em relação a alguma interação ou estímulo. Ela explica de forma rápida e objetiva como funcionam os processos mentais inconscientes que levam as pessoas a tomarem decisões, serem persuadidas e influenciadas emocionalmente.

 

[vimeo=https://vimeo.com/57185953]

 

Susan também já escreveu diversos outros livros. A segunda dica deste post, é o 100 Things Every Presenter Needs to Know About People (tradução livre: 100 coisas que todo apresentador deve saber sobre pessoas), lançado em 2011, que mostra como o design pode influenciar a percepção do usuário pra melhor (ou pior), com base em como o cérebro se comporta em determinadas situações. Assista o vídeo release do livro:

 

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Será o celular do futuro?

12 de September de 2013

Será o celular do futuro ou deveria ainda ser o celular do agora?

Quando assistimos ao vídeo da proposta do Phone Blocks, no início parece algo muito tecnológico e futurista. Porém, ao passar o choque inicial da grande ideia, pensamos “ei, peraí, por que as empresas ainda não fazem desse jeito?”.

 

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Tudo o que é proposto para esse aparelho modular, customizável e não descartável é possível de ser realizado. O grande desafio vem na segunda parte do vídeo. O modelo de negócio desta ideia genial.

Afinal, por que empresas como a Apple e a Samsung iriam querer parar de lançar aparelhos novos a cada ano e nos levar a achar nossa tecnologia obsoleta e trocar o aparelho todo por causa de uma nova funcionalidade?

É aí que vem a explicação do projeto. Um movimento colaborativo, mundial – crowdspeaking – clamando para que as empresas parem e olhem para este projeto e comecem a trabalhar juntas para construir algo assim. E ao invés de apenas vender celulares novos a cada ano, muda-se totalmente o modelo de negócios e as empresas começam a comercializar as peças modulares para que você possa customizar e atualizar o que achar necessário no seu aparelho.

 

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É um projeto ambicioso, grande, audacioso, mas que combina com o momento onde cada vez mais pessoas optam por um consumo consciente (leia mais sobre simplicidade voluntária), e estão em busca de produtos que representem o não desperdício de recursos – e do nosso dinheiro (um exemplo de produto lançado recentemente seguindo este pensamento é a linha Sou da Natura).

O vídeo abaixo explica a ideia completa do Phone Blocks. Mas um alerta: é possível que você passe a não olhar para o seu celular com os mesmos olhos. =] #phoneblocks

 

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O primeiro a gente não esquece!

11 de September de 2013
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Complete o espaço em branco: “O primeiro _______ a gente nunca esquece!”. Assim estou me sentindo com o meu  primeiro Startup Weekend, mesmo uma semana e meia depois. Com a sensação de que levarei essa experiência para a vida toda, de que será única, e de que nenhum outro Startup Weekend será melhor do que o SWUnifei. Os motivos para tanto entusiasmo compartilho contando um pouco o que foram os 2 dias de evento e trazendo as dicas que aprendi para quem está empreendendo ou criando um novo modelo de negócio, afinal, esse é o grande objetivo do evento: ensinar a criar modelos de negócio de sucesso.

Eu (Tati Carrelli) falando sobre Pitch. (foto Sheron Willians)

O QUE TE MOVE

Estar reunida com tantas pessoas, de tantas cidades – e até países – diferentes que, como disse a Professora Juliana Caminha, organizadora do evento, “acreditaram incondicionalmente no empreendedorismo, além das curvas e serras, saindo dos grandes centros”,  desperta dentro de nós algo que por vezes adormece. Nos faz lembrar o que nos move e qual o nosso propósito, afinal. Encontrar pessoas que se propuseram a estar até 8 horas dentro de um ônibus, com ou sem uma ideia debaixo do braço, todos com uma vontade em comum: aprender a construir. Essa é a energia que move um evento como o Startup Weenkend. Pessoas que nunca se viram, apostando e acreditando nas ideias e nas habilidades uns dos outros, estranhos que viraram a noite por uma causa em comum, e no final das 54h, de estranhos se transformaram em sócios e CEOs de novos negócios. De grupos se transformaram em empresas que compartilham um projeto.

 

Pausa para o cochilo rápido.

AS IDEIAS

Quando fui convidada a ser mentora deste evento, fiquei curiosa com as ideias que seriam trabalhadas. Imaginei que um evento deste, até pela sua natureza, fosse girar em torno de ideias em grande parte de aplicativos e soluções web. Minha (agradável) surpresa? Ver ideias muito elaboradas para mercados complexos. Ideias para o mercado agrícola ou mercado de livros digitais; ideias de serviços, como uma agência de comunicação segmentada; ou de produtos, como a cerveja artesanal com seu modelo completo de negócio. Cada mesa despertava uma vontade de fazer parte do que estava nascendo ali. Também tiveram muitas ideias ótimas de aplicativos do tipo “meeeu, lança isso já que eu PRECISO desse app! Como ninguém nunca pensou nisso?”. Ideias complexas, originais, que eram construídas e desconstruídas a cada momento em que um mentor era chamado ao grupo para orientar em algum ponto. A cada validação com os segmentos de mercado e parceiros, a cada discussão do grupo, a ideia se transformava. Mutante. E ainda, até o final do domingo, minutos antes de finalizar a apresentação final, alguns grupos alteravam a ideia com base em feedbacks recebidos. No talk. All Action.

 

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A BANCA

Todo o trabalho que os participantes realizam tem um objetivo final para o evento: apresentar um produto minimamente viável (MVP) a uma banca de avaliadores. Ou seja, apresentar a ideia transformada em um modelo de negócio que convença que pode dar certo e que seja interessante para o segmento de clientes em questão. Além disso, outras questões críticas são importantes de serem respondidas, como a forma de monetização do negócio, ou seja, como se espera ganhar dinheiro com a solução. Abaixo uma lista das questões levantadas pela banca para as ideias apresentadas. Vale para todo mundo que está criando seu negócio:

    • como você espera crescer?
    • como escalonar a ideia?
    • como lidar com os gargalos e alta procura quando sua ideia se tornar um sucesso?
    • como criar barreiras de entrada no mercado para ideias fáceis de copiar?
    • você possui uma equipe multifuncional para o crescimento e diversificação da empresa?
    • o que você oferece de diferente dos concorrentes?
    • como você pretende ganhar dinheiro?

TODO MUNDO DEVERIA PARTICIPAR

Sim! Todo mundo, deveria participar! Não apenas pessoas que estão pensando em empreender mas todos que trabalham com desenvolvimento de produtos, em projetos, no planejamento estratégico, enfim, em qualquer área que seja interessante observar e vivenciar esta experiência de ver como uma ideia pode sair do papel e se tornar realidade em tão pouco tempo.

O poder do trabalho em grupo; a importância de se validar a ideia com o cliente/mercado; a construção do modelo de negócios; a gestão do tempo e da equipe que se dividia entre programadores virando a noite desenvolvendo aplicativos, enquanto outros membros do grupo ativavam suas redes de contato para realizar pesquisas e validar a ideia e o conceito em campo; o respeito pelas ideias do outro, onde todos que estão ali contribuem; aprender a falar, a ouvir, e a compartilhar suas ideias; networking, networking, networking. Todos esses pontos são lições para serem aprendidas e vivenciadas em um fim de semana único, em um Startup Weekend.

 

Time de mentores e organizadores.

OS LAÇOS

O maior valor que no final se cria, depois de tudo isso, são os laços que nascem depois de um trabalho tão intenso. Laços entre os Startapeiros e mentores, mentores e mentores, startapeiros e startapeiros, organizadores e mentores, organizadores e startapeiros, amigos e amigos. Nascem oportunidades de negócio, trocas de cartões, muitas adições às redes sociais, piadas internas em grupos de whats app, e a certeza de laços para muitos aprendizados futuros e principalmente um laço forte de torcida para que cada ideia, cada empresa que nasceu neste evento, seja um grande sucesso.

E que venha o próximo! ;)

 

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Fotos: Startup Weekend Unifei

 

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Uni-duni-tê, a ferramenta escolhida foi você!

28 de August de 2013
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Como consultora de inovação e como professora, uma das perguntas que mais ouço é “Como faço para aplicar a ferramenta XYZ na minha empresa/no meu projeto/para resolver o meu problema?”.

Para a frustração de quem me pergunta, respondo sempre com outra pergunta “Por que você quer utilizar esta ferramenta?”. Em 90% dos casos as pessoas não sabem porque necessitam especificamente daquela ferramenta, e me respondem explicando o problema em que se encontram. A partir daí iniciamos uma discussão e análise do problema, chegando à conclusão das diversas ferramentas que poderiam ser aplicadas para aquela situação e qual seria a mais indicada e por qual o motivo.

Ferramentas não são a solução de um problema. É preciso que se tome consciência de que existe um conjunto imenso de ferramentas disponíveis no mercado e que estão à sua disposição para que você as utilize quando achar necessário. Uma ferramenta nada mais é do que um template, um guia de apoio que te auxiliará no caminho para encontrar a solução para a seu problema. Portanto elas não são varinhas mágicas que solucionam tudo o tempo todo. Não se prenda a elas como bóias salva-vidas.

No dia-a-dia da consultoria é muito comum criarmos novas ferramentas quando estamos com dificuldade em alguma parte de um processo, pois elas nos auxiliam a enxergar e a pensar de forma mais organizada.

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Mas por que estou falando esse blablabla todo de ferramentas? Pois bem, como esta semana estou na missão de trazer assuntos interessantes para os participantes do Startup Weenkend Unifei (e todos que estejam na jornada de empreender, de maneira geral), o desafio que os grupos irão encarar será tirar a ideia do papel na sexta-feira à noite e entregá-la de forma tangível, transformada em modelo de negócio viável no domingo. Em pouco tempo, eles deverão fazer escolhas rápidas de quais ferramentas serão úteis para auxiliar neste processo. E escolher qual a melhor ferramenta não é uma tarefa fácil. Por isso, o post de hoje é para falar sobre algumas ferramentas que poderão ser úteis.

AS FERRAMENTAS

Para o Startpup Weekend é importante entender que existirão 3 grandes blocos de desenvolvimento onde as ferramentas serão importantes: a criação do Business Plan, a validação com os clientes/usuários, e a execução.

BUSINESS PLAN: a construção de um business plan em si já pode ser vista como uma ferramenta. Para auxiliar na construção do Business Plan, que é um pouco maior e mais complexo para ser preenchido totalmente em um único final de semana, uma ferramenta interessante é o CANVAS. O vídeo abaixo mostra a sequência lógica da ferramenta.

 

Para um Startup Weekend, devido ao pouco tempo, o foco normalmente são apenas nos pontos  “Proposta de Valor” e “Segmentos de Mercado”. Ou seja, o que estou oferecendo e para quem estou oferecendo. O que leva para o segundo grande bloco do evento, a validação com o usuário.

VALIDAÇÃO COM USUÁRIO: é necessário se certificar de que o que sua startup está oferecendo é útil e será bem aceito para o segmento que você está oferecendo. Por isso a importância da validação da proposta de valor com os clientes/usuários. Para isso ferramentas de pesquisa são úteis. Como o tempo é curto, os participantes deverão fazer uso de questionários (sim, questionário é ferramenta e se não for bem feito pode prejudicar o resultado da pesquisa), e principalmente realizar um bom guia de planejamento de pesquisa.

:: GUIA DE PLANEJAMENTO: para realizar qualquer pesquisa com o consumidor, é necessário realizar um planejamento mínimo considerando quem é o seu público-alvo; onde você irá encontrar o seu público-alvo (na rua, na padaria, etc.); quais são as hipóteses a serem validadas.

::QUESTIONÁRIOS: deve ser composto de uma introdução rápida sobre a pesquisa e seguir a sequência de perguntas básicas (dados demográficos/de perfil), perguntas validadoras de hipóteses, encerramento e agradecimento. Caso o público possua uma característica específica, deve-se inserir questões de filtro logo no início.

EXECUÇÃO: depois de validar com o cliente a proposta de valor (ou realizar ajustes na proposta inicial, baseado na validação), hora de executar a ideia. Para isso a melhor forma é prototipar a solução. Dar corpo à ideia. Se a ideia é uma interface (site, aplicativo, tela) a melhor forma é desenhar as telas com os botões mostrando as interações. Para isso existem algumas ferramentas como folhas de Sketch e aplicativos como POP que auxiliam o processo. A startup é de serviço? Utilize storytelling para prototipar, ou desenhe o passo-a-passo do serviço. É um produto? Desenhe o produto ou junte tudo o que tiver na sala e crie um protótipo físico do produto. O importante é mostrar a ideia, tangibilizá-la e mostrar como ela funcionará.


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Estas são apenas algumas sugestões de ferramentas para o Startup Weekend. Existem um mundo muito maior, e espero poder contribuir na mentoria sugerindo outras ao longo do evento. E para quem for participar, esteja preparado para ter suas perguntas sendo respondidas com uma outras perguntas! ;)

 

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Pitch-Fire! Venda sua Ideia!

26 de August de 2013
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No próximo final de semana, entre os dias 31/08 e 01/09, acontecerá o Startup Weekend Unifei, na cidade de Itajubá – MG.

O Startup Weekend é um final de semana de trabalho intenso com um único objetivo: transformar uma boa ideia de negócio em uma startup viável, durante 54 horas consecutivas. Para isso, os participantes contam com o suporte dos facilitadores do evento, de palestrantes e mentores, todos trabalhando para que cada grupo transforme sua ideia em um grande negócio a ser apresentado à banca de jurados ao final do domingo.

O Startup Weekend Unifei possui algumas particularidades: pela primeira vez no Brasil, um Startup Weekend acontece fora de uma capital; Itajubá será a primeira cidade mineira a receber uma edição do evento; e este será meu primeiro Startup Weekend como mentora. =]

E atendendo alguns pedidos de participantes que estarão por lá (oi, Sheron!) e já entrando no clima, esta semana o Inovaqui será temático, sobre pontos importantes para quem quer entrar nesta jornada das startups!

 

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Começando por onde começa o Startup Weekend (SW), vamos falar sobre onde tudo nasce: a ideia!

Para participar de um SW você não precisa ter uma ideia, você pode ter uma habilidade (ser um desenvolvedor, um designer, bom de finanças, marketing, etc.) e formar os times que irão desenvolver as ideias. Ou se você tem uma ideia, pode aproveitar o evento para apresentá-la e torcer para ela ser escolhida pelos participantes para ser desenvolvida.

Nem todas as ideias que são levadas e apresentadas pelos participantes são desenvolvidas. Elas passam pelo processo de apresentação rápida e depois os participantes votam nas ideias que querem desenvolver. Por isso o momento da apresentação, o Pitch-Fire (similar ao elevator pitch), é muito importante. São estes 60 segundos de apresentação, com apenas um microfone na mão, que determinam se sua ideia será ou não trabalhada durante as 54 horas seguintes do evento, e quem serão as pessoas que se interessarão por participar do seu time para ajudar no desenvolvimento da ideia. Vender bem a ideia, garante não só a aprovação no momento da votação, como também atrai talentos para o seu time.

 

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O Pitch-Fire é o primeiro grande desafio para os empreendedores que participarão do SW. Algumas dicas podem ajudar a passar por este momento:

– PRE-PA-RA: não, não é o show das poderosas, mas precisa se preparar, e muito bem. Pesquise o máximo de informações que você puder sobre sua ideia para você se preparar para o seu pitch.

– ROTEIRO: para cobrir todos os pontos importantes e essenciais a serem ditos no momento de vender sua ideia, alguns elementos são fundamentais. É necessário dizer qual problema sua ideia pretende resolver e como; para qual público-alvo; e o que sua ideia tem de diferente das outras soluções existentes no mercado. Além disso, nos seus 60 segundos você precisa dizer quem é você e porque está ali, e não se esqueça de dar um nome para sua ideia, para as pessoas votarem em você. Para facilitar, segue uma divisão sugerida pelo pessoal do SW Rio:

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– ESPELHO AMIGO: depois de se preparar, escrever o discurso, e ter certeza do que você irá falar, é hora de ensaiar como você irá falar. Hora de ir para frente do espelho com o cronômetro do celular na mão e ensaiar, ensaiar, e ensaiar, para ter a certeza de que está tudo dentro dos 60 segundos. Tem problemas de falar em público? Faça alguns ensaios para amigos e familiares!

– ENCANTE: um dos segredinhos para um bom pitch está em mostrar sua paixão. Você não terá que convencer as pessoas de que sua ideia é boa se você contagiá-las com sua paixão. Se você tem uma boa ideia, e você acredita de verdade nela, fale com paixão, entusiasmo e encante a todos com sua ideia. Coloque entusiasmo nos seus 60 segundos o suficiente para que as pessoas que estiverem assistindo queiram imediatamente arregaçar as mangas e começar a colocar em prática seu projeto porque querem fazer parte dele também!

Fim dos 60 segundos!

Ideia escolhida? Ótimo! Pegue seu time e “No Talk, All Action”! Vocês terão 54 horas para transformar tudo o que você vendeu no seu discurso, em realidade.

Não foi dessa vez? Não tem problema! Junte-se a um time e vá desenvolver outra ideia tão bacana quanto a sua. E entre um intervalo e outro, aproveite os momentos de networking para conversar com os organizadores e outros participantes e pedir feedback sobre o seu pitch e sua ideia, e descobrir o que pode melhorar para que em uma próxima oportunidade ela possa ser escolhida. ;)

Amanhã tem mais post com dicas para o Startup Weekend! Aguardem!

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Por que prototipar?

6 de August de 2013
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Não seria incrível se, toda vez que você tivesse uma ideia genial todos pudessem ver, tocar, sentir, e testar sua ideia sem que você tivesse que gastar para desenvolvê-la?

Imagine como isso aumentaria as chances de convencer seu chefe a aprovar o investimento para produção da sua ideia, ou então como você poderia testar sua ideia já com o consumidor e fazer ajustes para lançar um produto ou serviço mais alinhado com as necessidades e expectativas do mercado?

Pois essa prática já existe e é adotada por muitas empresas, e recebe o nome de Prototipagem. :)

 

O QUE É PROTOTIPAGEM?

O termo Protótipo vem do grego [PROTÓS=PRIMEIRO] e [TYPOS=TIPO], ou seja, primeiro tipo, primeiro modelo.

Prototipagem é uma técnica para desenvolver, testar e melhorar  ideias em um estágio inicial, antes que se invista em recursos para sua implementação. É um jeito de você experimentar, avaliar, aprender, aperfeiçoar e se adaptar, garantindo que as ideias sejam totalmente exploradas antes da tomada final de decisão.

 

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POR QUE PROTOTIPAR?

Algumas razões para prototipar:

• Você pode envolver várias pessoas relevantes numa fase inicial da ideia
• Testar as ideias com as pessoas que trarão respostas para os dilemas do seu projeto
• Tornar as ideias tangíveis
• Ajudar a tomar decisões refinando as ideias
• Em comparação a um piloto, é um processo de baixo custo e pode ser feito dentro de um prazo menor

• É um processo vivo de aprendizagem, onde você pode ir alterando o projeto e testando novas abordagens em tempo real.

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O QUE PROTOTIPAR?

Você pode prototipar um novo produto, um novo serviço, um novo aplicativo ou interface. Pode até prototipar uma receita, testando ingredientes, prototipar um novo caminho para o trabalho, enfim, tudo que se é possível testar e fazer melhor, é algo que se pode prototipar e muitas vezes não chamamos de protótipo.

Para cada situação existem técnicas e ferramentas que podem auxiliar de melhor forma. Já trouxemos aqui muitas dicas sobre prototipação como o POP (app para prototipar aplicativos) e  aqui dicas para prototipagem em papel.

Para aprender mais sobre a arte de testar ideias de forma rápida e barata, aproveite o curso do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM – Prototipação de Ideias e Projetos. Próxima turma começando dia 12 de Agosto. Inscrições e informações acesse http://www.espm.br/inovacao/curso.asp?cursoID=91.

 

*Quer aprender a prototipar? A Take a Tip possui um treinamento chamado Laboratório de Prototipação. Para saber mais entre em contato takeatip@takeatip.com.br.

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