SparkTruck. Uma iniciativa diferente para criar pequenos inovadores.

por Paula Falco
23 de December de 2013
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SparkTruck é uma proposta de educação móvel. Em 2012 esse grupo rodou os Estados Unidos, encorajando crianças em aprender sobre inovação de formas bem divertidas.

O projeto é tão inovador, que ganhou o premio “Innovation by Design Awards 2013”, da Fast Co. Design.

Em 2012, um grupo de alunos de Stanforf iniciou o projeto SparkLab com estudos voltados à educação e tecnologia.  Inicialmente a ideia era o protótipo de uma tese que acabou virando uma start-up. Após uma bem sucedida kickstarter campaign, eles conseguiram dinheiro para o caminhão e para todos os equipamentos criativos.

 

 

Ao visitar 2.700 alunos pela América, a SparkTruck mostrou ser uma fantástica iniciativa de alunos para alunos. Ensinando inovação para um futuro melhor.

 

Entenda mais do projeto aqui: http://sparktruck.org/

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Fab Lab | O point dos Desenvolvedores

19 de December de 2013
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Iniciativa que nasceu nos EUA, mais especificamente no MIT (Massachusetts Institute of Technology), tem ganhado destaque em São Paulo e tem sido o reduto dos inventores, criadores, designers, desenvolvedores e engenheiros que querem colocar uma ideia em prática e precisam de um lugar para desenvolver e testar suas soluções: estamos falando do Fab Lab.

Já são 200 espaços, aproximadamente, neste conceito espalhados pelo mundo, sendo dois em São Paulo (um na USP e outro como uma iniciativa independente). Para captar a essência desta iniciativa, basta voltar às origens e saber que o projeto é de autoria do professor Neil Gershenfeld responsável pela disciplina How To Make (almost) Anything (ou algo do tipo “como fazer – quase – qualquer coisa”). Na prática, o Fab Lab é um espaço aberto ao público, onde você encontra equipamentos e infraestrutura necessários para que as pessoas possam tirar suas ideias do papel.

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Garagem Fab Lab, localizado no centro de São Paulo.

 

Entre as diversas funcionalidades e possibilidades do espaço, uma das missões (e regras) da casa é o compartilhamento do conhecimento produzido. Sendo assim, nada de ir com uma ideia top secret na cabeça, querer utilizar os recursos do espaço, e manter a ideia (e principalmente os aprendizados gerados no processo) só para você!

Para possibilitar que as ideias saiam do papel, um Fab Lab, no conceito original, precisa ter alguns equipamentos obrigatórios que o caracterizam como tal. Na lista estão de impressoras 3D à placas Arduino , tudo para possibilitar que qualquer projeto possa ganhar vida.

Entre projetos de destaque que nasceram em um dos diversos Fab Labs ao redor do mundo estão, por exemplo, uma solução para purificar a água na África, equipamentos agrícolas na Índia e a amplificação dos sinais de Wi-Fi no Afeganistão. Já no Brasil, grupos trabalham no Garagem Fab Lab para criar uma bicicleta de madeira.

Qualquer um pode participar das palestras e workshops e aprender mais sobre diversos assuntos. Assim também como qualquer um com uma ideia na cabeça e vontade de desenvolver irá encontrar suporte para tirar suas ideias do papel.

Para acompanhar a agenda e acessar mais informações, visite a fanpage do Garagem Fab Lab (aqui) ou o site do Fab Lab SP (USP).

Para ler mais sobre o assunto: artigo tecnoblog.

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Será o fim dos canteiros de obra? | 3D Printer

30 de October de 2013
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Já falamos por aqui sobre o impacto que as impressoras 3D devem trazer para as indústrias e o comércio em geral. Mas agora, o que estamos trazendo aqui é algo que nos deixa maravilhadas e ao mesmo tempo ansiosas quanto ao impacto desta tecnologia.

Imagine uma impressora 3D gigante que pode imprimir paredes de concreto. E você programa um desenho de uma casa completa e ela “imprime” essa casa, parede a parede, linhas retas e curvas, em apenas 20 horas. E não só as paredes, ela também pode construir o sistema de encanamentos, parte elétrica e, claro, pintar a casa toda.

E se, além de poder fazer tudo isso em tão pouco tempo, também fosse possível ter uma economia de 25% a 30% dos materiais gastos na obra, gerar uma menor emissão de CO2 e gastar menos energia?

 

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Parece surreal, não? Mas já é possível!

Behrokh Khoshnevis, diretor do Programa de Graduação de Engenharia de Produção da Universidade da Carolina do Sul, apresentou em um TED talk, na Califórnia, o inovador processo chamado de  Contour Crafting, que utiliza a tecnologia de impressoras 3D para construção de casas inteiras.

Assista ao vídeo:

Essa tecnologia disponível no mercado e em larga escala poderia construir bairros inteiros em poucos dias, resolvendo problemas de falta de habitação e pobreza, de muitas regiões.

Por outro lado, com certeza o impacto para os trabalhadores da construção civil seria grande, já que o número de pessoas necessárias para a obra é bem menor.

Vamos aguardar ansiosas para ver como as coisas irão fluir. Welcome, Future! ;)

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VOCATIV | Conheça o futuro do jornalismo

29 de October de 2013
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Não é de hoje que o jornalismo tem vivido um conflito entre os meios tradicionais de se fazer uma boa matéria e o grande mar de informações disponíveis na internet, que possibilita uma exploração maior dos fatos, ao mesmo tempo que gera uma “caça ao tesouro” por informações que sejam de fato relevantes neste mar da web.

Dentro deste movimento de busca de re-invenção do jornalismo, seguindo as tendências de exploração das informações na web, e intrigado pelo fato de grandes eventos, como a crise financeira dos EUA e os conflitos no Oriente Médio, não terem sido previstos com antecedência, Mati Kochavi criou a startup que promete revolucionar o mundo das notícias e a forma de se fazer jornalismo: o Vocativ.

 

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O Vocativ tem como princípio  explorar a deep web, os 80% de conteúdo que não aparecem nos sistemas de busca mas que estão presentes na grande rede. A partir dos dados encontrados, realizar análises que mostrem conexões, e contar histórias a partir destas análises. É o jornalismo feito de uma forma diferente, contando com uma base crítica de análise de fatos e dados escondidos pela web, a partir da colaboração e informação dadas pelos jovens entre 20 e 30 anos – os grandes abastecedores do social media.

Esse princípio fica claro na auto-descrição da empresa: “a media startup built for – and by – the Crowd. We’re currently hard at work building a series of extraordinary technologies and ideas.”

O vídeo abaixo explica um pouco mais sobre o Vocativ:

 

Para identificar os tópicos interessantes e as tendências mais relevantes para criação de suas matérias, o Vocativ tem contado com uma tecnologia desenvolvida em uma das outras empresas de Kochavi, a Open Mind, baseada em Israel. Os algorítimos do sistema vasculham bancos de dados abertos, como redes sociais e grupos de e-mail, mergulhando na deep web e identificando o que é relevante.

Com este jornalismo sério, recheado de fontes de informações interessantes, a empresa tem atraído talentos de grandes mídias para fazer parte do time que já conta com 40 pessoas em seu escritório em Nova York. Entre editores, jornalistas, especialistas de data-mining, e executivos, encontram-se nomes do The New York Times, CNN e Reuters.

Vale ficar ligado nas notícias trazidas pelo Vocativ e acompanhar os próximos passos desta Startup que veio para mudar as regras do jogo do jornalismo e do mundo das informações.

Para saber mais, leia os artigos: MashableBusinessWeek; FastCompany.

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E aí o MIT desenvolve o M-Blocks e muda tudo

10 de October de 2013
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Mais uma descoberta científica (ou mecatrônica, por melhor dizer) que me deixa eufórica só de pensar sobre o potencial que isso tem para um futuro não muito distante.

Falando em uma linguagem simples e popular, o que o pessoal do MIT conseguiu desta vez, foi desenvolver uma tecnologia que faz com que esses quadradinhos da foto acima consigam se agrupar de diferentes formas para compor estruturas variadas a fim de exercer algum tipo de comando. Essa tecnologia já vinha sendo estudada há anos, mas ninguém conseguiu fazer algo tão simples como o M-Blocks do MIT.

Então, na prática (sendo bem simplista), você teria esses quadradinhos em casa e quando precisasse de uma… mesa! Você daria o comando e eles automaticamente se agrupariam para formar uma mesa. (ou uma escada, ou um banco, etc.). Brilhante, não?!

 

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Ok! Mas eles não desenvolveram isso pensando em criar mesas, certo?!
Certo! A ideia é pegar essa tecnologia e fazer não só em quadradinhos para formar utilidades domésticas e decorativas, mas sim aplicar em outras formas pra que seja possível fazer um robô mutante. (Tipo Transformers ou como no Terminator de Arnold Schwarzenegger, que muda de forma conforme a necessidade da tarefa a ser executada).
[youtube=http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6aZbJS6LZbs]
Pensem no potencial disso se acoplassem câmeras, garras, luzes, objetos de manobra, etc. Ou até mesmo em escalas nanométricas! O uso seria quase que ilimitado: reparos de infra-estruturas, andaimes, móveis, cirurgias, e muito mais!
Aaaah, o futuro…
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Lições de Comportamento Humano por Susan Weinschenk

1 de October de 2013
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Susan Weinschenk é psicóloga com mais de 30 anos de experiência de consultoria em psicologia comportamental e chefe de UX Strategy da Human Factors International, uma das maiores empresas do mundo especializada em design centrado no usuário. Recentemente ela lançou um canal no You Tube com uma série de vídeos, baseado em seu livro How To Get People To Do Stuff? com as teorias e demonstrações sobre o comportamento das pessoas em relação a alguma interação ou estímulo. Ela explica de forma rápida e objetiva como funcionam os processos mentais inconscientes que levam as pessoas a tomarem decisões, serem persuadidas e influenciadas emocionalmente.

 

[vimeo=https://vimeo.com/57185953]

 

Susan também já escreveu diversos outros livros. A segunda dica deste post, é o 100 Things Every Presenter Needs to Know About People (tradução livre: 100 coisas que todo apresentador deve saber sobre pessoas), lançado em 2011, que mostra como o design pode influenciar a percepção do usuário pra melhor (ou pior), com base em como o cérebro se comporta em determinadas situações. Assista o vídeo release do livro:

 

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Será o celular do futuro?

12 de September de 2013

Será o celular do futuro ou deveria ainda ser o celular do agora?

Quando assistimos ao vídeo da proposta do Phone Blocks, no início parece algo muito tecnológico e futurista. Porém, ao passar o choque inicial da grande ideia, pensamos “ei, peraí, por que as empresas ainda não fazem desse jeito?”.

 

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Tudo o que é proposto para esse aparelho modular, customizável e não descartável é possível de ser realizado. O grande desafio vem na segunda parte do vídeo. O modelo de negócio desta ideia genial.

Afinal, por que empresas como a Apple e a Samsung iriam querer parar de lançar aparelhos novos a cada ano e nos levar a achar nossa tecnologia obsoleta e trocar o aparelho todo por causa de uma nova funcionalidade?

É aí que vem a explicação do projeto. Um movimento colaborativo, mundial – crowdspeaking – clamando para que as empresas parem e olhem para este projeto e comecem a trabalhar juntas para construir algo assim. E ao invés de apenas vender celulares novos a cada ano, muda-se totalmente o modelo de negócios e as empresas começam a comercializar as peças modulares para que você possa customizar e atualizar o que achar necessário no seu aparelho.

 

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É um projeto ambicioso, grande, audacioso, mas que combina com o momento onde cada vez mais pessoas optam por um consumo consciente (leia mais sobre simplicidade voluntária), e estão em busca de produtos que representem o não desperdício de recursos – e do nosso dinheiro (um exemplo de produto lançado recentemente seguindo este pensamento é a linha Sou da Natura).

O vídeo abaixo explica a ideia completa do Phone Blocks. Mas um alerta: é possível que você passe a não olhar para o seu celular com os mesmos olhos. =] #phoneblocks

 

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Sentindo na Pele | Empatia

14 de June de 2013
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Um dos pilares dos processos de inovação, principalmente do Design Thinking, é a Empatia.

Empatia = tratar o outro como ELE gostaria de ser tratado.

Empatia não é uma tarefa fácil. Não é apenas se colocar no lugar do outro mas sim sentir como o outro e viver como o outro, para entender o que o outro precisa.

Esse processo é chamado, dentro das ferramentas de Design Thinking, de “A day in a life” (um dia na vida de). Um jeito simples de fazer com que você sinta na pele do outro e crie a empatia necessária para a criação de soluções inovadoras no processo de inovação.

Em alguns casos simples, pode ser realizar uma tarefa e experimentar um produto. Em outros casos mais complexos, é possível fazer o uso de trajes especiais como no caso de gerar empatia por idosos e suas limitações. (conheça o traje desenvolvido pelo MIT e que te faz sentir com 70 anos). 

Dentro desse processo de empatia, uma tarefa difícil é compreender uma mulher grávida e como ela se sente. Essa experiência única para as mulheres torna para os homens um desafio entender suas sensações e emoções como por exemplo, saber o que é sentir quando o bebê se move ou chuta.

Querendo que os pais saibam um pouquinho o que é essa sensação, a Huggies criou uma faixa que replica os movimentos e chutes do bebê em tempo real da barriga da mãe para a barriga do pai, permitindo que eles sentissem o mesmo que as mães em suas próprias barrigas. Confira ação incrível no vídeo abaixo:

 

 

Empatia não é uma tarefa fácil. Mas o primeiro passo para alcançá-la com sucesso é se importar realmente com o motivo pelo qual você está fazendo isso e se entregar à tarefa de se colocar no lugar do outro de corpo e alma presentes, vivenciando a experiência com um propósito real.

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Cientistas conseguem gravar sonhos!

11 de June de 2013
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Conteúdo de grande interesse durante o surgimento da psicanálise, o campo de estudo dos sonhos deixou de ser o queridinho para muitos dos cientistas de hoje, devido sua difícil exploração.

Mas um grupo de cientistas japoneses do Instituto de Ciência e Tecnologias, na cidade de Nara, resolveu abraçar essa área de estudos. Eles decidiram investir tempo e dedicação na tarefa de tornar possível o ato de registrar através de imagens os sonhos de qualquer pessoa.

Ilustração do processo de registro de sonhos no estudo dos cientistas japoneses.

Ilustração do processo de registro de sonhos no estudo dos cientistas japoneses.

 

Para quê? O poder desta façanha é tão grande quanto inimaginável. Tente imaginar o que a CIA ou FBI não fariam por uma tecnologia que torna possível saber o que mentes como as de grandes líderes políticos, inimigos do estado, e qualquer ser humano comum sonham. De sonhos eróticos que poderiam colocar um presidente em uma delicada posição, a sonhos com segredos de guerra para entregar planos de inimigos.

Enfim, para outros campos comuns poderia auxiliar no tratamento de traumas e experiências desagradáveis, além de auxiliar no diagnóstico e tratamento de diversos quadros de transtornos psicológicos/psiquiátricos.

Em busca de tornar tantas possibilidades reais, o grupo de cientistas japoneses adotou o seguinte experimento, baseado no mesmo modelo de aprendizagem de máquinas utilizado em automação industrial, no processo de identificação de produtos em uma linha de montagem:

1. Através de exames de ressonância magnética funcional (MRI) registraram os padrões de atividade no cérebro durante os primeiros estágios de sono (estágio pré-REM);

2. Os voluntários eram acordados durante as fases iniciais do sono e contavam com o que estavam sonhando;

3. Os cientistas analisavam as ondas cerebrais durante o sono e comparavam com os relatos verbais dos sonhadores percebendo que haviam similaridades quando diferentes sonhadores relatavam os mesmos objetos;

4. Criou-se um banco de dados com as respostas dos voluntários e as respectivas ondas registradas pelo MRI;

 

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A leitura dos sonhos se mostrou muito precisa para alguns tipos de objetos e características desses objetos. [Imagem: Horikawa et al./Science]

 

5. Finalizando o experimento, os cientistas criaram um algoritmo baseado no banco de dados do estudo, interpretando diretamente os sinais do exame neurológico e indicando os objetos ou categoria de assuntos (alimentação, livro, pessoas, móveis, veículos…) com os quais os voluntários estavam sonhando.

Assim, a partir das ondas cerebrais mapeadas nas ressonâncias magnéticas, uma busca cruza “ondas cerebrais X imagens sonhadas” possibilitando o registro do conteúdo das imagens visuais durante o sono.

Difícil de entender?! A animação abaixo explica o experimento de forma bem mais visual:

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wgxJhpLoFFU]

 

Imagine um dia poder comprar um gravador de sonhos para ter em casa? Assim, quando você disser expressões como “quero o casamento dos meus sonhos”, poderá pegar um vídeo no seu acervo de sonhos e mostrar exatamente para as outras pessoas o que seria o “casamento dos seus sonhos”, literalmente. =]

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O olhar da inovação

28 de May de 2013
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Olhar o mundo pelos olhos de uma criança. Esse é um dos pontos que formam um bom inovador. Ter a capacidade de olhar tudo a sua volta como se fosse pela primeira vez, questionando cada etapa e não julgando.

A inovação requer esse olhar de estranhamento. Por isso, quando ficamos sabendo do projeto do professor colombiano Javier Naranjo, nos encantamos.

 

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Durante 10 anos, o professor anotou as “pérolas” ditas pelos seus alunos – crianças de diferentes escolas do estado de  Antioquía, região rural do leste da Colômbia. O resultado foi compilado no livro Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”, com um dicionário com cerca de 500 definições para 133 palavras, de A a Z,  muito presentes no dia-a-dia Colombiano, como Guerra, Violência, e Paz.

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O livro, que teve sua primeira versão lançada em 1999 e foi reeditado em 2005 e 2009, foi o grande sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, que aconteceu em Abril deste ano.

O trabalho de Javier começou quando ele pediu para que seus alunos, em uma atividade para celebrar o dia das crianças, definissem a palavra Criança. “Me lembro de uma definição que era: ‘uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo’. Eu adorei, me pareceu perfeita”, disse Javier em entrevista a BBC Mundo. E foi assim que ele começou a estimular trabalhos deste tipo, desenvolvendo  (e admirando) a percepção pura, lógica e tão cheia de realidade destas crianças.

O grande segredo para o sucesso do livro é que ele mantém a voz das crianças, com sua visão particular do mundo para explicar as coisas e suas construções gramaticais típicas seguindo o jeito dos pequenos de pensar. Naranjo corrigiu apenas a pontuação e a ortografia dos verbetes escolhidos, sem tirar ou alterar uma única palavra das expressões originais. “Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”, afirmou o professor.

 

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Ler as definições do ponto de vista das crianças, trazem muitas reflexões para os processos de inovação.

O primeiro ponto, é de se colocar no lugar do outro, para ver como ele enxerga determinada situação. Quando analisamos as definições das crianças, podemos perceber como elas estão enxergando as coisas, e como as coisas estão sendo passadas paras esses pequenos. Por exemplo, na definição “Deus: É o amor com cabelo grande e poderes”  por Ana Milena Hurtado, de 5 anos, fica claro quais são os valores e as imagem que a pequena Ana percebe sobre este assunto.

Outro ponto importante para levarmos como aprendizado é a capacidade de olhar o mundo com simplicidade, e com o olhar de quem vê as coisas pela primeira vez. O design nos faz sempre refletir em formas de facilitar a vida dos usuários, ser intuitivo e falar uma linguagem universal. É o bom e velho “Keep it simple. Make it easy”. Como exemplo fica a simplicidade na definição “Branco: O branco é uma cor que não pinta” por Jonathan Ramírez, de 11 anos.

Para mais verbetes, veja a matéria do Catraca Livre. ;)

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