O declínio da Criatividade

12 de March de 2013

“Mas eu não sou criativo!”

Se eu ganhasse R$ 1,00 para cada vez que já ouvi essa frase ao longo da minha carreira no mundo da inovação, estaria com o porquinho cheio! :)

Toda sessão de ideação ou de prototipação de projetos, quando pedimos para as pessoas darem ideias, desenharem, ou criarem, é sempre a mesma ladainha: “mas eu não sou criativo!”.

Aí você conversa um pouco com a pessoa, faz uma atividade, explica algumas coisas sobre criatividade, estimula a criação… e o que acontece? As pessoas se re-descobrem criativas, descobrem um potencial adormecido. O que elas se esqueceram é que, um dia na vida, em suas infâncias, foram altamente criativas, colorindo coelhinhos de roxo, árvores de azul, e criando monstros imaginários, histórias completas com seus brinquedos, e um mundo todo novo a cada dia. Quem tem o privilégio de conviver com crianças no seu dia-a-dia sabe do que estou falando. Elas são uma fonte inesgotável de imaginação e criatividade.

E onde vai parar toda essa criatividade quando elas crescem e em que momento exato ela se perde, ou se esconde dentro de nós? Foi o que George Land e Beth Jarman pesquisaram em 1968.

Eles realizaram uma pesquisa com um grupo de 1.600 crianças, nos EUA. Esse mesmo grupo foi avaliado em testes de criatividade aos 5 anos, depois aos 10 anos, e por fim, aos 15 anos. Depois dessas avaliações, os pesquisadores aumentaram a amostra para 200.000 adultos e realizaram os mesmos testes. Os resultados são esses:

 

 O declínio da Criatividade

É notável a curva de declínio do potencial criativo das pessoas ao longo dos anos. Enquanto 98% das crianças pesquisadas foram consideradas altamente criativas, aos seus 5 anos, apenas 2% dos adultos obtiveram o mesmo potencial criativo.

As análises e hipóteses para este declínio são exploradas no livro Breakpoint and Beyond: Mastering the Future Today (1992), por George Land e sua colega Beth Jarman. Entre diversas análises, eles concluíram que, ao longo da vida, aprendemos a ser não-criativos. Esse declínio não acontece apenas pelo aumento da idade mas, sim, acontece devido aos bloqueios mentais que vamos adquirindo ao longo dos anos. Seja em casa, na família, ou depois na escola e ainda depois no trabalho, somos ensinados a seguir diversas regras e padrões (o que, infelizmente, é necessário para o bem da sociedade). Esses padrões criam bloqueios mentais que inibem o pensamento criativo.

A boa notícia é que, ao mesmo tempo que criamos esses bloqueios mentais, também é possível derrubar estes bloqueios e resgatar no nosso interior todo o potencial criativo que algum dia apresentamos e que, pelo caminho comum da sociedade, tivemos que guardá-lo e escondê-lo para não sermos julgados ou criticados.

Queremos um mundo de coelhos roxos, árvores azuis e dias mais coloridos e criativos.

E você? Que cor será seu coelhinho? :)

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*A Take a Tip tem um treinamento para ajudar empresas e funcionários a despertarem seu potencial criativo: o Laboratório de Criatividade. Para conhecer entre em contato takeatip@takeatip.com.br. 

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Sobre o Autor: Tatiane Carrelli

Publicitária, especialista em Inovação e Criatividade. Quebrou algumas regras na 3M, na Whirlpool, e no Banco Itaú. Então decidiu quebrar regras por aí e criou a Take a Tip, consultoria da qual é sócia hoje. No meio do caminho descobriu uma vocação (Professora na ESPM), um hobby (aprendiz de fotógrafa) e um esporte (Rodrigo Pessoa, que se cuide!).

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