IDDS | Design para Desenvolvimento Social

27 de June de 2012

Nós sempre falamos sobre Design Thinking e como o Design pode ser utilizado para gerar grandes soluções para as empresas e para os negócios. Mas você já parou para pensar se utilizássemos todo esse potencial de criação e transformação em prol de uma causa maior? Se, da mesma maneira como aplicamos nas empresas, aplicássemos as ferramentas, os processos e a metodologia para melhorar a vida de pessoas que estejam precisando? Pois é… design, de repente, ganha um novo propósito, não acha?

É o que o programa International Development Design Summit, o IDDS, se propõe a fazer: ser um “encontro Internacional de Design para Desenvolvimento Social  que reúne participantes de diversos países e áreas de atuação para criar tecnologias ou empreendimentos que melhorem a vida de pessoas em situação de pobreza”, como eles mesmos definem.

O programa foi criado em 2007, pela Professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Amy Smith, que também é a fundadora do D-Lab, no próprio MIT (mas isso é assunto para outro post). O que a Prof. Smith sempre buscou, diferente da maior parte de outros eventos acadêmicos como este, é o envolvimento das pessoas das comunidades nos processos de criação: a co-criação.

IDDS 2011 em Gana – África. Co-criação envolvendo a comunidade local. Fonte: Facebook IDDS Brasil

O IDDS vai além de debates, discussões em sala, de planos de negócios, artigos científicos, ou projetos teóricos. As etapas do IDDS vão do entendimento e do envolvimento da comunidade local; da busca de soluções e ideias; da criação e implantação através do desenvolvimento de protótipos práticos; até a estimativa do impacto social que essa ideia deverá trazer para a comunidade. Tudo isso para que a iniciativa criada esteja o mais próximo da realidade possível.

Quase metade dos participantes são estudantes, que interagem com profissionais com experiência em campo. No primeiro grupo que aconteceu no MIT, nos EUA, em 2007, se encontraram 50 pessoas de 16 países incluindo Haiti, Paquistão, Tibete, Guatemala, Gana, Zambia e República Democrática do Congo. Tanta diversidade de culturas, formações e idades, reunida por um propósito comum (melhorar a vida de pessoas em situação de pobreza) gerou projetos como o refrigerador de baixo custo, e a luz biológica (uma luz doméstica alimentada por micróbios no solo). Dá pra conhecer muitos dos projetos já desenvolvidos nestes anos de IDDS nesta seção, dedicada a explicar os protótipos realizados pelos grupos.

Desde 2009 os encontros deixaram de acontecer no MIT, nos EUA, e passaram a ir onde realmente uma verdadeira imersão no problema acontece: em zonas de pobreza. O cenário que vinha sendo escolhido, desde então, eram as comunidades de Gana, na África.Porém em 2012, será a vez do Brasil. A edição deste ano ocorre pela primeira vez no nosso país, e está sendo organizada em uma parceria entre MIT, USP e ITA. Outro fato inédito nesta edição é o foco urbano, ao contrário do acontecia nas comunidades de Gana. O objetivo será desenvolver soluções acessíveis que gerem um efeito positivo no ambiente da cidade e na qualidade de vida dos habitantes que vivem na pobreza, principalmente em favelas ao redor de São Paulo, onde os grupos estarão presentes.

Na página do Facebook IDDS Brasil dá para ver a cobertura do evento do ano passado, que aconteceu em Gana, e acompanhar a edição deste ano, no Brasil.

Se você curtiu a ideia e gostaria de fazer parte, mas não conseguiu se inscrever, poderá participar do Evento de Abertura (mais infos aqui). É gratuito, será no dia 02 de Julho (segunda-feira), das 9h às 16h30, em São Paulo, no Auditório Azul da EACH, USP Leste.

Não perca essa oportunidade de deixar você também sua pegada! :)

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Sobre o Autor: Tatiane Carrelli

Publicitária, especialista em Inovação e Criatividade. Quebrou algumas regras na 3M, na Whirlpool, e no Banco Itaú. Então decidiu quebrar regras por aí e criou a Take a Tip, consultoria da qual é sócia hoje. No meio do caminho descobriu uma vocação (Professora na ESPM), um hobby (aprendiz de fotógrafa) e um esporte (Rodrigo Pessoa, que se cuide!).

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