Programa de Ideias | 7 questionamentos

19 de February de 2014

No nosso dia-a-dia de consultoras de inovação da Take a Tip, constantemente nos deparamos com empresas interessadas em iniciar um programa de geração de ideias interno e/ou externo, porém com muitas dúvidas e questionamentos sobre dar ou não este passo.

As principais dúvidas estão relacionadas ao custo do programa com investimento em ferramentas adequadas; o trabalho que dará gerenciar um programa de ideias e quantos recursos deverão ser dedicados a isso; quantas ideias inovadoras poderão surgir dessa fonte; entre outros questionamentos.

Para ajudar a esclarecer estes questionamentos, vamos falar sobre sete pontos que aprendemos trabalhando em empresas que possuem programas de ideias:

1. Melhoria Contínua X Inovação

Sempre existe uma expectativa alta em relação à qualidade das ideias que surgirão em um programa de captação de ideias. A verdade é que ninguém pode garantir que de um programa como esses surja uma grande ideia disruptiva. Não há uma maneira de garantir, mas há formas de estimular a qualidade das ideias ao invés da quantidade, como direcionar temas específicos para a geração de ideias; manter um ambiente criativo e que estimule o dia-a-dia para geração de ideias; alimentar os colaboradores com informações para que eles possam ter mais pontos para conectar (afinal, inovação é sobre conectar os pontos certos).  Sim, podem surgir ideias inovadoras, mas a grande maioria será formada por ideias de melhoria. O que também é um rico material, pois otimizar processos, melhorar produtos e serviços, tudo isso leva ao crescimento do negócio. Então tenha em mente que a cada mil ideias geradas no seu banco de ideias, a estatística mostra que apenas uma será inovadora.

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2. Sim, dá trabalho!

Fazer a gestão de um banco de ideias não é algo simples. Para que o programa dê certo, é necessário que se tenha uma equipe dedicada (não precisa ser uma equipe grande, mas pelo menos um recurso). O papel do administrador do banco de ideias pode ser resumido em algumas funções básicas principais: acompanhamento de indicadores (número de ideias geradas; ideias geradas X ideias implementadas; áreas que mais geram ideias; temas mais abordados; número de participantes do programa; etc.); retorno e acompanhamento das ideias, ou seja, dar um feedback para o autor da ideia sobre a aprovação ou não da mesma; direcionamento das ideias, pois muitas das ideias devem ser avaliadas por áreas diversas; enfim, estas são algumas funções básicas de um administrador de banco de ideias.

3. E as ideias? O que fazer com elas?

Esse é um outro ponto importante. Se você só coleta ideias, e os participantes do programa não vêem os resultados (a aprovação da ideia dada, a implementação desta ideia, etc.) o programa cai em descrédito. Afinal, porque estou tendo o trabalho de lançar ideias em um banco de ideias se ninguém lê minhas ideias, se elas nunca são aprovadas, se só reprovam e não sei o porquê, se nunca implementam minha ideia, se não sei o que fazem com as ideias dadas ali, se ninguém me reconhece por isso, etc… esses são questionamentos que surgem ao longo do programa quando não há um caminho claro para os participantes sobre o que é feito com as ideias geradas.

4. Devo pagar pelas ideias? 

Esse é um grande dilema que não há resposta certa. Em alguns casos recompensar a ideia dada é um ótimo mecanismo de incentivo, em outros casos é desnecessário. Como saber qual a melhor opção para a sua empresa? Conversando com as pessoas que darão as ideias. Descubra qual o motivador para os seus colaboradores participarem do programa de ideias. O que os estimularia? Dinheiro? Então crie um programa de incentivo interessante e estimulante onde as boas ideias sejam recompensadas. Reconhecimento? Então crie um evento ao final do ano para celebrar as melhores ideias e reconhecer seus autores. Promoção? Então atrele ao contrato de metas ou ao sistema de avaliação de performance. Enfim, existem diversos modelos possíveis de incentivo de participação, mas é necessário compreender quais os motivadores para sua equipe.

5. Preciso comprar um banco de ideias?

Não e sim. Você não necessita exatamente adquirir uma das várias ferramentas disponíveis no mercado. Porém precisa ter um sistema que ajude na captação e gestão das ideias. Criar uma caixinha de sugestões (física ou por email) não é algo prático para quem administra o programa de ideias e nem algo que torna possível um acompanhamento com qualidade das ideias geradas. Ter campos obrigatórios de preenchimento da ideia, critérios que o autor da ideia possa escolher e que já definam uma classificação para cada ideia; entre outros, são pontos essenciais para se ter um bom programa de ideias. Sua ferramenta pode ser interna, feita em sharepoint, ou você pode contratar uma empresa especializada e personalizar um banco para seu processo de inovação, mas, se você optou por ter um programa de ideias, invista em ferramentas adequadas para que ele não esbarre na ineficiência técnica do programa.

6. Ideias de dentro ou de fora?

Capturar ideias dos colaboradores internos ou capturar ideias do mercado (clientes, fornecedores, etc.)? Essa é outra pergunta que não tem resposta certa ou errada. O importante é entender os prós e contras e ver qual modelo se adequa mais ao momento de sua empresa. Capturar ideias de dentro da casa traz uma visão de melhoria de processos internos que não é possível de se esperar de quem está de fora. Porém perde-se a oportunidade de capturar mais ideias acertivas com as necessidades do mercado. Já capturar ideias só do mercado, aumenta as chances de se ter muitas ideias para necessidades que já foram mapeadas e, ou já estão sendo endereçadas internamente mas o mercado não sabe ainda, ou foram descartadas por motivos estratégicos internos e também o mercado não sabe disso. O melhor dos mundos é ter as duas coisas com uma boa gestão das ideias geradas. E, principalmente, quando falamos da captura de ideias externas como programas de open innovation, devemos enxergar que a riqueza maior do conteúdo gerado nestes programas não está nas ideias vindas, mas sim na grande massa de informações dadas pelos seus consumidores. É uma forma de pesquisa barata e rápida, mas que requer um garimpo no conteúdo gerado para separar o que é relevante e pode dar um caldo, do que é mais do mesmo.

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7. Mas e se ninguém participar?

E se todo mundo participar? Imagine ter um banco de ideias com 23mil ideias? Como você administraria isso? Faça as contas. Quantas pessoas trabalham na sua empresa? Se cada uma der uma ideia por ano? Quantas ideias você terá ao fim do ano? E se derem uma ideia por mês? Não é possível logo de início prever a adesão dos colaboradores e o volume de ideias que será gerado. Tudo isso dependerá do incentivo para participação que receberão, da facilidade para participar, de sentirem que é um programa consistente. Enfim, não dá pra saber se o seu banco terá 10 ou 10 mil ideias no primeiro mês. Mas é possível testar antes de investir no programa. Faça um protótipo do programa de ideias, em uma escala menor, com um grupo controlado. A partir daí você terá respostas que podem direcionar o programa como se há ou não a necessidade de investir em uma ferramenta, se deve alterar o programa de incentivo, se deve colocar temas ou deixar a geração livre. Tudo é possível de ser testado. Como testar? Existem várias possibilidades. Crie uma campanha específica e de curta duração para a geração de ideias para um determinado tema, que as ideias sejam direcionadas para uma caixa de emails; ou utilize ferramentas sociais como os grupos fechados do Facebook para testar a participação de todos nas ideias alheias. Enfim, há diversas maneiras para testar o programa antes de investir.

 

Espero ter esclarecido algumas dúvidas sobre programas de ideias. Vale a pena ter um programa de ideias na sua empresa? Pode ser que sim ou pode ser que não, também. Tudo vai depender do momento atual da inovação no seu negócio, na sua empresa, dos objetivos que se espera alcançar com isso, entre outros pontos a serem considerados. Enfim, inovação não é preciso, mas é preciso inovar! :)

 

 *A Take a Tip ajuda empresas a criarem seus Programas de Ideias e conta com uma ferramenta para captura de ideias, o Portal de Ideias Tip+Muttuo. Para mais informações entre em contato: takeatip@takeatip.com.br

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Dieter Rams: 10 mandamentos para um bom design

por Paula Falco
17 de February de 2014
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Dieter Rams, é um dos grandes designers da geração Bauhaus, que nos passa uma bagagem muito rica de conhecimento e estudo. Designer e arquiteto, carrega com si um dos ensinamentos de seu avô “Weniger, aber besser”, que melhor se traduz como “Menos, porém melhor”.

No início dos anos 80, Dieter Rams começou a perceber de forma particular o mundo à sua volta – “uma confusão impenetrável de formas, cores e ruídos.” Assim, consciente que seu trabalho era de grande influenciapara o mundo, ele se perguntou – “O meu design, é um bom design?”

O resultado dessa pergunta era muito abstrata, para então conseguir se aprimorar, ele criou 10 categorias ou princípios e mandamentos para um bom design.

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1. Um bom design é inovador.

As possibilidades para inovação, não devem de forma alguma ser exauridas. O desenvolvimento tecnológico tem sempre oferecido novas oportunidades para um design inovador. Lembrando que, um design inovador deve sempre andar à tangencia de novas tecnologias para não extingui-las.

 

2. Um bom design faz um produto ser útil.

Um produto é comprado para ser usado. Este tem que satisfazer alguns critérios, não só funcionais, mas também cognitivos e estéticos. Um bom design enfatiza a funcionalidade do produto de forma que qualquer ação contrária a essa função não é possível.

 

3. Um bom design é estético.

A qualidade estética de um produto é integrada à sua funcionalidade pois, produtos que usamos diariamente afetam nossa pessoa e nosso bem estar diretamente. Apenas objetos bem executados podem ser bonitos.

 

4. Um bom design faz um produto ser entendível

Ele justifica a estrutura do produto. Melhor ainda, ele faz o produto falar. No mais, é auto-explicatório.

 

5. Um bom design é discreto.

Produtos que cumprem um propósito são como ferramentas. Eles não são nem objetos de decoração e nem peças de arte. O design desses então deveria ser neutro e restrito, para deixar um espaço para o usuário deixar sua expressão.

 

6. Um bom design é honesto.

Isso não faz o produto ser mais inovador, poderoso ou valioso. Porém, não tenta manipular o consumidos com promessas que não podem ser cumpridas.

7. Um bom design é durável.

Isso evita que seja apenas uma moda, dessa forma nunca parecendo antiquado. Diferente de design de moda, este pode durar anos, até mesmo dentro de nossa sociedade favorável a consumos descartáveis.

 

8. Um bom design é bom até o último detalhe.

Nada deve ser arbitrátio ou deixado para mudanças. Cuidado e precisão no processo do design mostram respeito para com o usuário.

9. Um bom design é sustentável.

O bom design deve ser uma  enorme contribuição ao meio ambiente. Este deve conservar recursos e diminuir a poluição física e visual durante o ciclo de vida do produto.

10. Um bom design é o menos design possível.

“Menos, porém melhor.”  – Porque se concentra nos aspectos essenciais e os produtos não são carregados com inutilidades. Voltado à pureza, voltado à simplicidade.

 

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Mais sobre Dieter Rams: http://dieterrams.tumblr.com/ ou https://www.vitsoe.com/us/about/dieter-rams

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User Experience: A base de todo design.

por Paula Falco
29 de January de 2014
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Mais conhecido como UX, User Experience é cada vez mais encontrado em pesquisas e processos de criação nas áreas de design, marketing, arquitetura e até engenharia. É resumidamente, uma disciplina que ajuda todos a entender como as pessoas se comportam na perante algum objeto ou serviço.

Eu, particularmente acredito que UX deveria ser usado em todas as áreas, afinal, todas lidam com o comportamento humano em algum momento (ou todos os momentos).

Hoje, existem centenas de metodologias de pesquisa em UX, porém tudo começou em  1890 com o “The Principles of Scientific Management”, onde Frederick Winslow Taylor, propôs que otimizar e simplificar processos faria com que a produtividade das empresas aumentasse.

Ele também acreditava que empregados e gerencia precisavam criar uma cooperação mútua. Uma ideia de relacionamento profissional muito inusitada para época. A realidade na verdade era, o gerente da fábrica que normalmente tinha pouco tempo e pouco contato com os trabalhadores, acabava os deixando responsáveis pela produção total dos produtos. Não havia nenhum tipo de padronização e nem a menor motivação para os trabalhadores e sua eficiência era muito baixa.

Aí que entra também o papel da empatia, onde deixam de existir os “chefes” e “patrões” e é iniciada uma geração que vem aos poucos (ainda bem), tomando conta do mercado, a geração de líderes.

De acordo com Santosh Basapur, pesquisador e desenvolvedor na área, “o conceito de “user centered design” ainda é e será por muito tempo a forma de se desenvolver bom produtos e serviços”. Afinal, quem melhor que o usuário pra dizer o que é necessário ser feito. Claro que as vezes, nem sempre o usuário consegue repassar a necessidade de mudança e para isso estudos de UX são feitos para reparar esses detalhes que podem fazer pequenos processos defeituosos bem melhores.

Tem olhado para o seu usuário final ultimamente?

Aqui vai uma boa fonte: http://www.allaboutux.org/

Esse site foi desenvolvido por estudiosos e continua crescendo com novos processos e metodologias. Dúvidas sobre o processo? Me mande um e-mail.  :)

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SparkTruck. Uma iniciativa diferente para criar pequenos inovadores.

por Paula Falco
23 de December de 2013
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SparkTruck é uma proposta de educação móvel. Em 2012 esse grupo rodou os Estados Unidos, encorajando crianças em aprender sobre inovação de formas bem divertidas.

O projeto é tão inovador, que ganhou o premio “Innovation by Design Awards 2013”, da Fast Co. Design.

Em 2012, um grupo de alunos de Stanforf iniciou o projeto SparkLab com estudos voltados à educação e tecnologia.  Inicialmente a ideia era o protótipo de uma tese que acabou virando uma start-up. Após uma bem sucedida kickstarter campaign, eles conseguiram dinheiro para o caminhão e para todos os equipamentos criativos.

 

 

Ao visitar 2.700 alunos pela América, a SparkTruck mostrou ser uma fantástica iniciativa de alunos para alunos. Ensinando inovação para um futuro melhor.

 

Entenda mais do projeto aqui: http://sparktruck.org/

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Happify. Inovando pela felicidade.

por Paula Falco
20 de December de 2013
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Pra quem ainda não conhece, prazer, Happify. :)

Uma nova ferramenta que mede seu nível de felicidade de uma forma bem diferente.

Desenvolvida por cientistas e designers de games, que traduziram sua últimas pesquisas em atividades e jogos, que ajudam construir a ideia de felicidade e a formar hábitos interativos para uma mudança de vida. Happify funciona com a plataforma S.T.A.G.ETM – Savor, Thank, Aspire, Give e Emphatize – traduzindo: otimismo, autoconfiança, gratidão, esperança, compaixão e empatia.

Ao entrar no site é só preencher um questionário rapidinho sobre sua opinião de como você se relaciona com a felicidade em vários cenários e a partir daí começa o processo de desenvolvimento pessoal.

 

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Entenda como a felicidade pode alterar seu futuro e seu rendimento (em everything).

Savor: Otimismo (ou… apreciar, saborear algo ao máximo).

Apreciar algo ao máximo é um ótimo jeito de aumentar o otimismo, reduzir o estresse e emoções negativas. É a prática de perceber as coisas boas ao seu redor e tomar o tempo extra para prolongar e desfrutar da experiência, fazendo durar o maior tempo possível.

A pesquisa do Dr. Fred Bryant , professor da Loyola University of Chicago, que criou o termo “Savor”, mostra que aqueles que regularmente e frequentemente “saboreiam” são mais felizes, mais otimistas e mais satisfeitos com a vida. Bryant descreve “Savor” em três tempos, o que significa que podemos apreciar o passado (por relembrar) , apreciar o futuro (por meio de antecipação positiva) ou apreciar o presente (por praticar a consciência).

Thank:Gratidão.

O simples ato de identificar apreciar as coisas que as pessoas fazem por nós é maravilhoso e nos enche de otimismo e autoconfiança. E quando expressamos nossa gratidão a alguém, temos carinho e gratidão em troca. Em estudos conduzidos pelo Dr. Martin Seligman, pessoas escreveram cartas de gratidão a alguém, e foram percebidos aumentos imediatos na felicidade e diminuição nos sintomas depressivos . Bob Emmons , professor de psicologia na Universidade da Califórnia, acredita que todos devem tentar praticar a gratidão: “Primeiramente, a prática da gratidão pode aumentar os níveis de felicidade em cerca de 25%. Em segundo, isso não é difícil de alcançar. Em poucas horas escrevendo um diário de gratidão pode criar um efeito que dura 6 meses, se não mais. Em terceiro lugar, cultivar a gratidão traz outros efeitos sobre a saúde, como melhor tempo e qualidade de sono”.

Aspire:Aspiração (ou.. sentir-se esperançoso).

Sentir-se esperançoso ou ter um senso de propósito. Estudos apontam que as pessoas que criaram significado em suas vidas são mais felizes e mais satisfeitos (Steger, Oishi, e Kashdan 2008). Otimismo genuíno faz seus objetivos parecem atingíveis e seus desafios mais fáceis de superar. Resumindo: você não só vai se sentir mais bem-sucedido, você vai ser mais bem sucedido. Ao acreditar que suas metas estão ao alcance, é formada uma sensação de significado e propósito.

Give: Doação.

Ganhar presentes é sempre bom. O que você talvez não saiba é que quem dá e não quem recebe, colhe ainda mais benefícios. Ser gentil, não só nos faz sentir menos estressados​​, menos isolados e com menos raiva, mas também nos faz sentir consideravelmente mais felizes, mais conectados com o mundo, e mais aberto a novas experiências. Dr. Sonja Lyubomirsky, durante uma pesquisa, pediu aos alunos para cometer cinco atos aleatórios de bondade a cada semana durante seis semanas. Considerando que o grupo de controle tiveram uma redução no bem-estar , aqueles que se envolveram em atos de bondade mostraram um aumento de 42% em felicidade. Somos mais felizes quando gastamos dinheiro com outras pessoas do que quando gastamos com nós mesmos. E um estudo de 2006 descobriu que simplesmente refletir sobre coisas boas que fizemos para outras pessoas pode levantar o nosso humor.

Empathize: Empatia.

Empatia é a capacidade de se preocupar com os outros, é a capacidade de imaginar e entender os pensamentos, comportamentos ou ideias de outros, incluindo aqueles que são diferentes de nós mesmos.  Ter empatia nos torna menos críticos, menos frustrados, irritados ou decepcionados e desenvolvemos paciência. Uma pesquisa feita pelo Dr. Kristin Neff, sugere que as pessoas que têm mais auto- compaixão levam vidas mais saudáveis, mais produtivas do que aquelas que são auto-críticas.

Curtiu? Aqui vai o site: http://www.happify.com/

Quer entender mais sobre esses estudos? Clique aqui.

 

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Fab Lab | O point dos Desenvolvedores

19 de December de 2013
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Iniciativa que nasceu nos EUA, mais especificamente no MIT (Massachusetts Institute of Technology), tem ganhado destaque em São Paulo e tem sido o reduto dos inventores, criadores, designers, desenvolvedores e engenheiros que querem colocar uma ideia em prática e precisam de um lugar para desenvolver e testar suas soluções: estamos falando do Fab Lab.

Já são 200 espaços, aproximadamente, neste conceito espalhados pelo mundo, sendo dois em São Paulo (um na USP e outro como uma iniciativa independente). Para captar a essência desta iniciativa, basta voltar às origens e saber que o projeto é de autoria do professor Neil Gershenfeld responsável pela disciplina How To Make (almost) Anything (ou algo do tipo “como fazer – quase – qualquer coisa”). Na prática, o Fab Lab é um espaço aberto ao público, onde você encontra equipamentos e infraestrutura necessários para que as pessoas possam tirar suas ideias do papel.

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Garagem Fab Lab, localizado no centro de São Paulo.

 

Entre as diversas funcionalidades e possibilidades do espaço, uma das missões (e regras) da casa é o compartilhamento do conhecimento produzido. Sendo assim, nada de ir com uma ideia top secret na cabeça, querer utilizar os recursos do espaço, e manter a ideia (e principalmente os aprendizados gerados no processo) só para você!

Para possibilitar que as ideias saiam do papel, um Fab Lab, no conceito original, precisa ter alguns equipamentos obrigatórios que o caracterizam como tal. Na lista estão de impressoras 3D à placas Arduino , tudo para possibilitar que qualquer projeto possa ganhar vida.

Entre projetos de destaque que nasceram em um dos diversos Fab Labs ao redor do mundo estão, por exemplo, uma solução para purificar a água na África, equipamentos agrícolas na Índia e a amplificação dos sinais de Wi-Fi no Afeganistão. Já no Brasil, grupos trabalham no Garagem Fab Lab para criar uma bicicleta de madeira.

Qualquer um pode participar das palestras e workshops e aprender mais sobre diversos assuntos. Assim também como qualquer um com uma ideia na cabeça e vontade de desenvolver irá encontrar suporte para tirar suas ideias do papel.

Para acompanhar a agenda e acessar mais informações, visite a fanpage do Garagem Fab Lab (aqui) ou o site do Fab Lab SP (USP).

Para ler mais sobre o assunto: artigo tecnoblog.

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REDE DE INSIGHTS | Conectando ideias

9 de December de 2013
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Nós acreditamos no poder da rede. No poder de conectar pessoas para pensarem juntas em soluções para um mesmo dilema. Assim nasce a REDE DE INSIGHTS, com o objetivo de unir pessoas e empresas a solucionarem dilemas.

Em nossa longa jornada trabalhando com inovação em diversas empresas (mais de 10 anos) e estudando as grandes soluções inovadoras vistas no mercado, notamos que a inovação nada mais é do que ligar os pontos. O grande desafio está em ligar pontos que ninguém nunca conectou. São dessas conexões inesperadas que nascem ideias inesperadas. Essas conexões inesperadas redesenham relações.

No redesenho das relações entre a empresa e o produto (ou serviço), o produto e os usuários, os usuários e o meio, o meio e a empresa, e por aí vai, é que surgem as inovações.

A Take a Tip propõe identificar estas relações, conectar novos pontos, gerar questionamentos, para redesenhar estas mesmas relações gerando ideias para um determinado dilema.

 

O DILEMA

A empresa que se propõe a patrocinar a Rede de Insights tem a possibilidade de ter um dilema de seu dia-a-dia solucionado por um grupo de pessoas interessadas e interessantes.

A solução é de dilemas e não de problemas. Este é o primeiro passo onde a empresa, junto da Take a Tip, transforma seu problema em um dilema. A diferença? Simples: problemas possuem uma única solução exata, enquanto dilemas possuem diversas soluções possíveis.

A REDE

Para cada dilema é criada uma Rede de Insights formada por 20 participantes. São 5 colaboradores da empresa; 5 convidados da Take a Tip; e 10 selecionados por um processo de inscrição onde serão analisadas as habilidades e o motivo de interesse para participar da rede.

RESULTADOS

Para quem participa da rede, o ganho está na experiência e na oportunidade de participar de um processo real para resolução criativa de problemas baseado em metodologias de inovação, como o Design Thinking. Além dos contatos com os convidados da Take a Tip (pessoas das áreas de inovação de grandes empresas) e com os outros participantes da rede que, com certeza, constituirão um grupo diverso e interessante.

Para a empresa que patrocina, o ganho está nas ideias geradas e prototipadas ao final do processo. Além da imagem que passa para o mercado de empresa inovadora, que conta com o poder co-criativo de uma rede externa.

Todos ganham aprendendo mais sobre inovação e podendo levar os conhecimentos adquiridos para os seus trabalhos cotidianos, propagando esse conhecimento adquirido.

PARA PARTICIPAR

Quer participar da Rede de Insights? Inscreva-se na newsletter da Take a Tip (aqui – lateral esquerda da tela) e fique de olho na comunicação das inscrições.

Quer patrocinar uma Rede de Insights e ter um dilema da sua empresa solucionado? Entre em contato com a Take a Tip pelo takeatip@takeatip.com.br para saber sobre valores de investimento e etapas do processo.

 

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13 Maneiras de Destruir a Criatividade e o Processo de Inovação

por Paula Falco
4 de December de 2013
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Estava um dia desses na minha aula final de “Técnicas de Síntese em Design”, incrivelmente elaborada por Peter Zapf, e me deparo com uma situação interessante, que na minha cabeça de designer saiu mais ou menos assim: “13 maneiras de destruir tudo aquilo que você fez até agora e querer esganar seus colegas.”

Esses ensinamentos foram criados por Frank Sonnenberg, autor de “Managing with a Conscience”, “It’s The Thought That Counts”, dentre outros.

Sim, nós designers (vale também para outros profissionais que estão entrando no ramo) estamos sempre usando todas as ferramentas de prototipagem para gerar a ideia que será a solução do universo. Entretanto, esquecemos que o processo será árduo e dolorido. Afinal, nada como uma ideia pulando igual pipoca na sua cabeça e a equipe querendo tomar passos menores… ou passo nenhum… Frustrante? Não mais.

Pela primeira vez, algo me ensinou o que não fazer ou no que não me transformar. Os bons líderes já devem ter parte desse ensinamento resolvido, porém nem todos os egos da equipe estão. Vamos salvar o time e a ideia?

 

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Eis os “Matadores de Criatividade”:

1. Mantendo tudo no escuro.

“Não gostei… Não consigo te explicar o porquê, mas não gostei.”

“Eu sei exatamente o que quero, mas não sei explicar. Quando eu descobrir eu te falo.”

Algumas pessoas adoooram fazer isso, criticar por criticar. Toda crítica é sempre bem vinda, mas para dar certo, que tal uma regrinha? Toda crítica deve vir acompanhada de uma solução. Se a pessoa não consegue se explicar em 1 minuto, a crítica é descartada.

 

2. Ditadores.

“Eis minha ideia! Execute-a!”

“Aqui está minha ideia, cadê a sua?”

Patrões normalmente são assim. Se esse é o caso, ele não está pronto para mudanças.

 

3. Tempo de execução irreal.

“É só uma página. Não deve demorar mais de uma hora para ser desenvolvida.”

“Eu sei que não há motivos para postergar isso para amanhã. Mas eu quero.”

 Antes de qualquer reunião, seja de criação ou desenvolvimento, é bom colocar uma agenda de tarefas em local visível e todos devem estar de acordo.

 

4. Procrastinação.

“Nós realmente queremos sugestões. Mas não é nossa culpa senão temos tempo para executá-las.”

“Acho que é isso. Errr… Só mais uma correção no rascunho #13…”

Esse é o tipo de ocorrência que se vê em agência de publicidade  e estúdios de design. Existem infinitas variações para a mesma ideia. E com essas, se faz uma faculdade de filosofia. Aprenda a dizer não. :)

 

5. Formalidades e Protocolos.

“Coloque por escrito.”

“Esteja certo que suas ideias estejam dentro de nosso formato.”

“Não faça perguntas, apenas siga as normas.”

Esse é outro exemplo que a empresa ou a liderança não está pronta para mudanças.

 

6. Burocracia.

“É uma ótima ideia, agora só pegue os outros dez “okeys” com assinatura e a gente fecha.”

Esse é o que chamo de processo pegadinha. Não mude nada até a última assinatura. Lembre-se, a última é a mais importante.

 

7. Desencorajando novas ideias.

“Eu não vou ter tempo de encontrá-lo. Então porque você não me manda por correio?”

“Eu pessoalmente não o faria… Mas tenta você!”

“Não me venha com ideias, apenas faça o seu trabalho.”

Momento turbo de ser inovador: mande num Carro de Mensagens! Tente você, sim! E sim, esse é seu trabalho, continue e mostre para outra pessoa.

 

8. Processo de Avaliação.

“Prefiro, ao invés de te dar um feedback, terminar tudo sozinho.”

Isso é mais normal do que se imagina. Um diálogo é sempre interessante. Afinal, você faz parte do processo e merece crédito por isso.

 

9. Incentivos.

“Para que dizer obrigado? É o trabalho dele, não é?”

Pessoas rabugentas estão em todo Planeta Terra. Continue a sorrir.

 

10. O medo do fracasso.

“Mesmo você tendo me deixado na mão da última vez, vou te dar uma outra chance.”

“Você aposta seu emprego nisso?”

Confie no seu taco e aposte alto em suas ideias. Faz parte da vida se arriscar.

 

11. Politicagem.

“O que seu chefe achou?”

“Será que minha ideia vai ofender alguém?”

 Gregos, troianos e sua mãe, sempre estarão insatisfeitos. Não se preocupe tanto. A equipe gostou? É o que importa.

 

12. Resistente a mudanças.

“Se é uma ideia tão incrível, por que você não pensou nisso antes?”

“Olha, nunca fizemos dessa forma.”

Esse é o perfil daquele que quer inovar mas não quer perder controle do que acontece na empresa. Converse com carinho sobre o que é inovação.

 

13. O Sistema de castas.

“Por que deveria te dar ouvidos? Você nem é o especialista na área.”

Isso não virá de chefe, mas sim de colegas. Jogo de cintura nessas horas é fundamental. Lembre-se: “Exatamente, e é por isso que estou aqui.”

 

Saiba mais aqui! :)

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Foursight, classificando mentes criativas. Qual é a sua?

por Paula Falco
2 de December de 2013
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Foursight é uma ferramenta que foi desenvolvida a partir da tese de doutorado de Gerard Puccio, escritor dos livros “The Innovative Team”, “Creative Leadership” e “Creativity Rising Creative Thinking and Creative Problem Solving in the 21st – fantásticos by the way; e Professor Doutor na Buffalo State University of New York.

Gerard acredita que nossas mentes possam ser classificadas em 4 perfis: Clarifiers, Ideators, Developers e Implementers.

 

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Parece simples, só que nem tanto. Vamos às explicações:

Clarifiers: São os cuidadosos… Aqueles que gostam de pensar antes de agir. Eles curtem fatos, pesquisas e são meticulosos. Adoram um “…não vamos partir de suposições….”

Ideators: Aqueles visionários por natureza, MacGyvers nas idéias e as vezes até um pouco incompreendidos. Eles conseguem ver as coisas de forma mais abrangente e são sempre bem vindos quando o assunto é inovação. Adoram um “…e se?…”

Developers: Eles que normalmente estruturam as ideias. Adoram colocar prós e contras de cada uma das idéias na balança. São super cuidadosos com cada fase de implementação. Adoram um “… e que tal compararmos “x” com “y” para eliminarmos “w”?”

Implementers: Piram em estruturar, diagramar, montar, desmontar até que tudo se torne em uma incrível inovação. Adoram um “… bora gente! Bora terminar!”

 

Tem mais! Desses 4 super perfis se consegue estruturar até 11 combinações:

Clarifier + Ideator = Early Bird.

Clarifier + Developer = Analyst.

Clarifier + Implementer = Accelerator.

Ideator + Developer = Theorist.

Ideator + Implementer = Driver.

Developer + Implementer = Finisher.

Clarifier + Ideator + Developer = Hare.

Clarifier + Ideator + Implementer = Idea Broker.

Clarifier + Developer + Implementer = Realist  (o mais difícil de se lidar…)

Ideator + Developer + Implementer = Optimist.

Clarifier + Ideator +Developer + Implementer = Integrator (o que se dá com todo mundo e se dá bem em todas as áreas).

 

Essa ferramenta é interessante pra quem quer montar uma equipe de inovação. Dessa forma é fácil entender os pontos fortes e fracos de todos no grupo.

Foursight já é usada em empresas como Nike e Disney como meio para montar suas equipes.

 

[youtube=http://youtu.be/dv1SMXLP9KU]

 

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Será o fim dos canteiros de obra? | 3D Printer

30 de October de 2013
contour-crafting-3d-printers

Já falamos por aqui sobre o impacto que as impressoras 3D devem trazer para as indústrias e o comércio em geral. Mas agora, o que estamos trazendo aqui é algo que nos deixa maravilhadas e ao mesmo tempo ansiosas quanto ao impacto desta tecnologia.

Imagine uma impressora 3D gigante que pode imprimir paredes de concreto. E você programa um desenho de uma casa completa e ela “imprime” essa casa, parede a parede, linhas retas e curvas, em apenas 20 horas. E não só as paredes, ela também pode construir o sistema de encanamentos, parte elétrica e, claro, pintar a casa toda.

E se, além de poder fazer tudo isso em tão pouco tempo, também fosse possível ter uma economia de 25% a 30% dos materiais gastos na obra, gerar uma menor emissão de CO2 e gastar menos energia?

 

Captura de Tela 2013-10-29 às 14.34.00

 

Parece surreal, não? Mas já é possível!

Behrokh Khoshnevis, diretor do Programa de Graduação de Engenharia de Produção da Universidade da Carolina do Sul, apresentou em um TED talk, na Califórnia, o inovador processo chamado de  Contour Crafting, que utiliza a tecnologia de impressoras 3D para construção de casas inteiras.

Assista ao vídeo:

Essa tecnologia disponível no mercado e em larga escala poderia construir bairros inteiros em poucos dias, resolvendo problemas de falta de habitação e pobreza, de muitas regiões.

Por outro lado, com certeza o impacto para os trabalhadores da construção civil seria grande, já que o número de pessoas necessárias para a obra é bem menor.

Vamos aguardar ansiosas para ver como as coisas irão fluir. Welcome, Future! ;)

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